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Fundos perdem mais de R$ 2 bi em setembro

O clima de incertezas em que vivem os investidores com relação à escalada do dólar frente ao real contribuem para a contínua saída de recursos dos fundos de investimento, movimento este que teve início desde o mês de abril e soma um total de R$ 4,7 bilhões resgatados de maio até o final do mês de setembro, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). A fuga dos investidores é mais visível nos fundos de renda fixa, cuja rentabilidade é prefixada e segue a dos títulos públicos federais, no caso, a Letra do Tesouro Nacional (LTN). A exemplo de meses anteriores, esses fundos continuam registrando a maior saída de recursos de todos os fundos analisados, R$ 1,2 bilhão até o dia 28 de setembro. Desde maio, os resgates nestes fundos somam R$ 8,5 bilhões.Investidores buscam fundos DI e cambiaisOs únicos fundos a registrarem entrada de recursos em setembro foram os cambiais e os fundos DI, com uma captação líquida de R$ 302,7 milhões e R$ 591,5 milhões, respectivamente. No ano desde maio, a entrada de recursos está em R$ 2,94 bilhões e R$ 6,65 bilhões, respectivamente. Os fundos cambiais, por pagarem a variação da cotação do dólar mais um taxa de juros prefixada, apresentam-se como uma opção de hegde (proteção) diante das oscilações no mercado de câmbio. Investidores de perfil bastante agressivo também encaram os cambiais como alternativa, apostando na continuidade da alta da cotação da moeda norte-americana.Já os fundos DI, que acompanham as taxas de juros negociadas no mercado, são os preferidos em circunstâncias instáveis, como a atual. Isso porque, a qualquer elevação da taxa de juros negociada no mercado, movimento natural em tempos de muita oscilação, as cotas deste fundos carregam esse diferencial para a rentabilidade. É a opção de investimento em que o investidor ganha pouco, mas "nunca perde". O único risco é quando caem as taxas de juros, mas, de qualquer forma, a rentabilidade nunca é negativa.Por outro lado, os fundos de renda fixa, por pagarem um juro definido quando o investidor compra o cota do fundo, apresentam-se como uma opção arriscada no atual cenário. O cotista ganha se a taxa de juros cair ao longo do tempo, mas perde se ela subir. O problema é justamente este; poucos preferem arriscar em função de uma previsão para os juros daqui a alguns meses num momento tão incerto e preferem a segurança dos fundos DI.

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