Fundos perdem US$ 11,6 bi no primeiro semestre

Os fundos brasileiros perderam US$ 11,6 bilhões em recursos no primeiro semestre, segundo o relatório Latin Fund Report divulgado pela Thomson Financial. Só no mês de junho, os saques atingiram US$ 9,47 bilhões por causa da instabilidade decorrente do processo eleitoral e da antecipação da regra de "marcação a mercado" dos títulos na carteira dos fundos de renda fixa. "Trata-se de um número muito preocupante, que vem piorando", diz Guillermo Mazzoni, gerente de pesquisas da Thomson. Segundo Mazzoni, cerca de 70% dos investimentos que foram resgatados dos fundos no Brasil migraram para a poupança e CDBs e 30% foram investidos em dólares.Na América Latina, a desconfiança dos investidores causou perdas líquidas de US$ 9,28 bilhões nos fundos no primeiro semestre. A Argentina teve fortes perdas de recursos e fechamentos de fundos, com captação líquida negativa de US$ 1,6 bilhão no semestre. Após alcançar o recorde de US$ 202,05 bilhões no final do mês de março, a indústria de fundos da região fechou o primeiro semestre com patrimônio líquido administrado de US$ 163,24 bilhões.Chile e Peru mantiveram-se à margem da crise e lideram o ranking de crescimento real no semestre, com 30,59% e 29,14%, respectivamente.O Brasil fechou o mês de junho com um patrimônio líquido nos fundos de US$ 122,8 bilhões, o que corresponde a 75% da região. Em segundo lugar, vem o México, com US$ 31,8 bilhões, seguido pelo Chile, com US$ 6 bilhões.Apesar dos resgates, a indústria continua concentrada em renda fixa, que responde por 68% do patrimônio dos fundos da região. No Brasil, renda fixa corresponde a 63,2% do patrimônio total dos fundos, seguido por renda mista (22,7%) e renda variável (6,8%).Com exceção da previdência privada, todos os tipos de fundos sofreram resgates. Em junho, a captação líquida dos fundos de previdência foi de US$ 119,66 milhões no País. Os fundos de renda fixa sofreram retiradas de US$ 8,1 bilhões no mês de junho, uma queda de 9,3%.

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