Fundos Petrobrás superam ganho de 100%

Desde que o governo permitiu a aquisição das ações da Petrobrás com a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e também com os próprios recursos do investidores no leilão das ações excedentes ao controle da estatal, quem aderiu à oferta pública e não saiu do investimento acumula um ganho de mais de 100%.Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), desde que foram criados os Fundos Mútuos de Privatização (FMP) da Petrobrás-FGTS, no mês de agosto de 2000, o ganho para quem utilizou o FGTS está em 101,44%, e para quem utilizou os próprios recursos, a rentabilidade está em 101,49%. Somente nos primeiros cincos dias de junho, o ganho está em 4,79% ao mês para ambas as modalidades.Portanto, quem aplicou o mínimo necessário para ingressar no FMP - R$ 300,00 - já está com mais de R$ 600,00. O teto para utilizar o FGTS era de R$ 100 mil. Para a aplicação com os próprios recursos, o mínimo necessário era de R$ 5 mil e a quantia máxima era de R$ 200 mil.Na aquisição das ações, o investidor obteve um desconto de 20% sobre o preço de compra. No entanto, para permanecer com esse desconto, os recursos deveriam permanecer nos fundos pelo período de 12 meses. No caso do resgate antecipado, o investidor teria de pagar a "taxa de resgate". No caso de desistência antes de 6 meses, vencimento ocorrido em fevereiro deste ano, a taxa era de 20%. Efetuando o saque entre 6 e 12 meses, a taxa é de 10%.Diante disso, a recomendação dos analistas ouvidos pela Agência Estado é de que os investidores permaneçam na aplicação pelo prazo de 12 meses, ou seja, até agosto deste ano para não perderem o desconto obtido de 20% oferecido pelo governo. Após esse prazo, o investidor poderá permanecer no fundo, migrar para outro FMP ou voltar para o FGTS.

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