Fundos Petrobrás têm pequeno volume de resgate

As instituições financeiras que administram os Fundos Mútuos de Privatização (FMP)-FGTS Petrobras vêm registrando um volume muito pequeno de resgates desde o último dia 20, quando terminou a carência para a movimentação dos recursos. Desde essa data, os investidores que aplicaram recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações ordinárias da Petrobras, no ano passado, podem migrar para fundos carteira livre ou voltar à conta FGTS.Uma característica comum aos resgates efetuados nos FMP-FGTS Petrobras é que a maioria dos investimentos volta à conta do FGTS, ao invés de migrar para outro produto. Dessa forma, a captação dos FMP- FGTS Carteira Livre, criados apenas para receber esse dinheiro, está muito baixa. "As pessoas demitidas e aposentadas recentemente estavam esperando o fim do prazo de carência para resgatar o dinheiro", explicou o diretor de Ativos de Terceiros da CEF, Jorge Luiz Ávila.O superintendente de Fundos de Investimento do Itaú, Moacyr Castanho, concorda que houve pouca migração para os fundos carteira livre. Segundo ele, o pequeno movimento já era esperado, uma vez que não há prazo para o trabalhador resgatar ou transferir os recursos. Ao todo, 27 FMP-FGTS Carteira Livre foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esses fundos precisam ter, no mínimo, 51% do capital em renda variável (ações de qualquer empresa), podendo o restante ser aplicado em renda fixa. O próprio gerente de credenciamento de investidores institucionais da CVM, Luís Felipe Lobianco, havia dito que a aprovação das carteiras não implica o funcionamento de todas elas. Ele lembrou que na oferta de Petrobras, no ano passado, cerca de 90 fundos foram aprovados, mas somente 56 entraram efetivamente em funcionamento. Veja mais informações nos link abaixo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.