Fundos podem terminar ano como ativos dos mais valorizados, diz diretor do Credit Suisse

Em apresentação feita no Summit Imobiliário, organizado pelo Estadão e pelo Secovi-SP, o executivo apontou que a diferença entre o valor de mercado e valor patrimonial dos fundos está recuando

Cynthia Decloedt e Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2016 | 12h51

SÃO PAULO - Os fundos imobiliários podem encerrar o ano de 2016 entre as maiores valorizações do mercado, afirmou o diretor da área de fundos imobiliários do Credit Suisse Hedging-Griffo, André Freitas, ao apontar que a correção negativa entre juros do mercado e preços de fundos parece estar sendo retomada. Em apresentação feita no Summit Imobiliário, organizado pelo Estadão e pelo Secovi-SP, o executivo disse que agora é o momento de entrada em fundos imobiliários.    

Os fundos imobiliários tiveram queda de 12,7% em 2013 e baixa de 2,8% em 2014. Já no ano passado, a alta foi de 5,5%. As variações foram atenuadas pelos dividendos, de acordo com o executivo. Ao descontar os dividendos, a variação das cotas foi bem maior do que se pensava inicialmente, com queda de 16% em 2013, baixa de 28,4% em 2014 e recuo de 2,3% em 2015. Já nos três primeiros meses de 2016, observa-se uma alta de 5,1% nos fundos e elevação de 3,8% se excluídos os dividendos.    

André Freitas explicou que a economia nacional está se direcionando para uma trajetória de queda da taxa básica de juros, a Selic, tendo em vista projeções de grandes bancos e do Relatório Focus, por exemplo. Logo, com a correlação negativa com os preços das contas, espera-se ganhos nos fundos imobiliários.    

Além disso, o executivo também apontou que a diferença entre o valor de mercado e valor patrimonial dos fundos está recuando. Essa diferença, que já chegou a cerca de 35%, encontra-se hoje em 27%, a menor diferença desde julho de 2015. "Hoje há uma mudança em andamento", afirmou. "Estamos no momento de virada dos fundos imobiliários", ressaltou.

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