Fundos prefixados iniciam recuperação em abril

O mês de abril começa com uma tendência de recuperação dos fundos de renda fixa prefixados em relação aos fundos pós-fixados (DI) - que acompanham as taxas de juros.Depois da surpresa da elevação da Selic - a taxa básica referencial de juros da economia - de 15,25% para 15,75% ao ano em 21 de março, os fundos prefixados registraram forte saída de recursos por conta da elevação dos juros futuros, o que tornou o investimento em DI mais atraente. Depois da divulgação da nova Selic, os juros futuros para o prazo de um ano saltaram de 18,05% para 21,05% ao ano na sexta-feira, dia 26 de março. Hoje, o mercado está negociando os contratos com juros futuros de 19,04%.No entanto, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), a primeira semana de abril (até o dia 4) já registra um rendimento equiparado entre os dois fundos. Os fundos prefixados registram um ganho de 0,12%, enquanto os fundos DI renderam 0,11% na primeira semana de abril (até o dia 4). No acumulado do ano, a rentabilidade dos fundos prefixados é de 3,60%, enquanto que a dos fundos DI é de 3,57%.DI é mais seguroQuando os juros sobem, os fundos DI são beneficiados, já que a rentabilidade desses fundos acompanha os juros. Porém, os fundos prefixados não acompanham essa alta, podendo registrar perdas, problema que se agrava quanto maior for o prazo de vencimento do papel.Essa é a explicação para a segurança dos fundos DI. Eles sempre acompanham as taxas do mercado e o risco do investidor é mínimo. Já os fundos prefixados são mais arriscados porque o investidor não tem como prever o comportamento do mercado e, diante de uma decisão inesperada como a recente alta da Selic, a rentabilidade fica comprometida. Veja mais informações na cartilha de fundos de investimento no link abaixo.

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