Fundos prefixados voltam a captar recursos

Os fundos de renda fixa prefixados voltaram a captar recursos na primeira quinzena de agosto. De acordo com dados da Anbid - Associação Nacional dos Bancos de Investimento -, até o dia 16 deste mês, R$ 314,53 milhões foram direcionados para os fundos de renda fixa prefixados. Por outro lado, os fundos DI, que acompanham as taxas de juros, continuam perdendo recursos. No mesmo período, a saída foi de R$ 704,54 milhões.A entrada de recursos nos fundos de renda fixa prefixados reflete a perspectiva do investidor em relação à possibilidade de novas quedas das taxas de juros. Caso essa tendência realmente se confirme, os prefixados tendem a oferecer um rendimento superior ao que poderá ser visto nos fundos DI. O quanto o investidor, de fato, ganhará a mais nessa comparação vai depender do vencimento dos papéis que compõem a carteira do fundo de renda fixa prefixado.Fundos de ações também registram captaçãoCom a queda das taxas de juros, permanecem boas as perspectivas para o investimento em ações. Apesar disso, a entrada de recursos em renda variável ainda está muito reduzida. Os dados da Anbid revelam que os fundos de ações captaram, até o dia 16 de agosto, R$ 47,34 milhões. De acordo com analistas, o investidor deve migrar primeiro para os fundos de renda fixa mais agressivos e, posteriormente, para os fundos multicarteira para, a partir daí então, pensar em investir em ações. Esse é mais um indicador de que o investidor brasileiro não tem o hábito de investir em Bolsa. No passado, em períodos de inflação alta, os dividendos - renda atribuída a cada ação de uma sociedade anônima - eram corroídos pelos altos índices de inflação. Além disso, o mercado acionário brasileiro ainda é muito precário em comparação com outros países. O acionista minoritário no Brasil não tem uma legislação que o proteja de abusos do poder controlador exercido pelos acionistas majoritários.

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