Fundos querem mais poder na Oi

Os fundos de pensão estão negociando um aumento de sua participação na megaempresa de telecomunicações que surgirá a partir da compra da Brasil Telecom (BrT) pelo Grupo Oi (ex-Telemar). A idéia é reduzir a diferença de tamanho com relação a outros acionistas, principalmente a Andrade Gutierrez (AG) e a La Fonte Participações. Para isso, as fundações discutem a compra de uma fatia acionária do BNDES no negócio. Ontem, representantes dos seis acionistas que deverão formar o bloco de controle da nova empresa reuniram-se no Rio para discutir o acordo de sócios e as regras internas. Caso os entendimentos evoluam, deverão integrar o bloco da megaempresa a La Fonte, do empresário Carlos Jereissati, a AG, o BNDES, além da Previ, Petros e Funcef, fundações do Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa Econômica Federal (CEF).A La Fonte e a AG devem se tornar os principais controladores do novo grupo. Num primeiro momento, as duas empresas devem comprar a parte da GP Investimentos no Grupo Oi - avaliada em US$ 500 milhões. Em um segundo momento, a Oi deverá assumir o controle da Brasil Telecom, ao comprar por cerca de R$ 4,85 bilhões a parte dos fundos de pensão de estatais e do Citi na empresa. As operações deverão ser financiadas pelo BNDES.Os fundos de pensão não querem ficar com pequeno peso dentro do bloco de controle. Uma das versões é de que, caso não cheguem a um acordo, as fundações poderiam até a vender sua participação na Oi e ficar de fora da nova empresa. Essa, contudo, não é a tendência natural, na avaliação de observadores do negócio. Na quarta-feira, representantes dos fundos e do BNDES reuniram-se na sede do banco para tratar do controle na nova empresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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