Fundos: riscos de investir em renda fixa

Com as altas taxas de juros que vigoravam no mercado, o investidor brasileiro podia usufruir de boa remuneração para o seu capital sem precisar assumir maiores riscos. Por isso, a aplicação preferida pelos mais conservadores era o fundo DI, por ser um investimento com carteira composta por títulos pós-fixados, que acompanham os juros do mercado. Com a queda dos juros, no entanto, o investidor passou a conviver com outra realidade, em que o retorno do capital está associado ao tamanho do risco que ele esteja disposto a correr.Dentre as alternativas oferecidas pelos fundos de investimento, a maioria dos aplicadores está escolhendo os fundos de renda fixa que acenam com possível rendimento acima dos fundos DI. A estratégia utilizada pelos gestores desses fundos, como a escolha de títulos públicos, privados, derivativos, aplicação em mercados futuros acima do patrimônio, que vai determinar o tamanho da exposição ao risco e também a possibilidade de ganhos. Analista aponta os riscos dos fundos de renda fixaO diretor de Relações Institucionais da Fator Administração de Recursos, José Carlos Borja, diz que os riscos mais inerentes aos fundos de renda fixa, considerando uma carteira composta por títulos prefixados públicos e privados e aplicação em derivativos, são os seguintes:- Risco de mercado: a perda pode ocorrer por mudança adversa na taxa de juros, na taxa de câmbio, nas bolsas etc.- Risco de crédito: a perda pode acontecer se o emissor do título não tiver capacidade de honrar o seu pagamento.- Risco de liqüidez: pode haver perda se o fundo não conseguir pagar as próprias obrigações por dificuldade de obter recursos com a venda de seus ativos.Na análise de Borja, seja qual for a aplicação, sempre vai haver algum grau de risco, que o investidor dificilmente vai saber avaliar. Por isso, é importante ele conhecer bem o trabalho do gestor do fundo e confiar na sua capacidade de avaliar as tendências do mercado, para tirar proveito do investimento.

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