Fundos seguem perdendo investimentos

Os números da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) revelam que os fundos de investimento continuam registrando saída de recursos. No mês de outubro, até o dia 17, os resgates totalizam R$ 1,749 bilhões. Mesmo os fundos referenciados DI, em que o rendimento acompanha as oscilações das taxas de juros e, portanto, são considerados os mais conservadores, apresentaram saída de recursos. O total de resgates destas carteiras foi de R$ 530,13 milhões.No mesmo período, segundo os dados da Anbid, os fundos de renda fixa prefixada apresentaram saída de recursos de R$ 946,60 milhões. O total de resgates dos fundos de ações foi menor, de R$ 56,34 milhões. Uma das poucas modalidades de fundos a registrar captação de recursos foram os fundos cambiais - que pagam como rendimento uma taxa de juros mais a variação do dólar. O total de depósitos nestas carteiras, segundo a Anbid, foi de R$ 314,51 milhões.Investidores continuam conservadorasAlgumas instituições não verificaram o mesmo resultado apurado pela Anbid. Exemplo disso é a BBDTVM - Banco do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A instituição administra um total de R$ 61 bilhões, sendo que R$ 6,5 bilhões estão alocados nas carteiras dos fundos DI. De acordo com o gerente-executivo da BBDTVM, Alberto Queiroz, as carteiras de fundos da instituição vêm apresentado captação de recursos. "As entradas têm sido maiores nos fundos DI e menores nos fundos de renda fixa prefixada e fundos de ações", diz o executivo.O banco Itaú, que passou a administrar R$ 51 bilhões após a incorporação das carteiras da Lloyds Asset Management (LAM), também não verificou resgate de recursos. Segundo o diretor de investimentos da instituição, Alexandre Zakia, o Itaú tem registrado captação líquida. "Os investidores ainda estão muito conservadores e a captação tem sido mais forte nos fundos DI e cambiais", diz. No HSBC Brain, cujo volume de recursos administrados é de R$ 20 bilhões, os saldos das carteiras dos fundos estão praticamente estáveis. "Há alguns meses havia uma migração forte de recursos dos fundos de renda fixa prefixados e fundos de ações para fundos cambiais e DI. Passada esta migração mais forte, o movimento que se percebe agora é que os recursos novos têm sido direcionados para os fundos DI", afirma o diretor de renda fixa do HSBC Brain, Renato Lázaro Ramos.O diretor-executivo do Citigroup Asset Management, Roberto Apelfeld, também não constatou fortes movimentações dentro das carteiras da instituição no mês de outubro. O total de recursos administrados, de R$ 17 bilhões, ficou estável, segundo Apelfeld. Também a transferência de investimentos de carteiras mais arriscadas - fundos de renda fixa prefixada e de ações - para os fundos DI e cambiais foi praticamente nula. O diretor-executivo afirma que, em meses anteriores, esta migração foi bastante significativa.Veja no link abaixo o ganho das carteiras e a recomendação dos analistas sobre os investimentos.

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