Fundos setoriais: bancos têm menos riscos

Os analistas consideram que o setor bancário é o mais indicado para o investidor "conservador" da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "É um segmento que ganha com um cenário econômico favorável e também não perde em uma situação de crise", afirma Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management. Isso porque, com a economia aquecida e juros em queda, os bancos emprestam mais dinheiro e, com isso, podem elevar seus lucros. Além disso, podem aumentar o número de serviços oferecidos, aumentando suas receitas. Já em um cenário menos favorável, as taxas de juros mais altas compensam a diminuição do volume da carteira de crédito dos bancos. Outra vantagem do setor, segundo Lúcio Graccho, diretor de renda variável do HSBC Brain, é que os bancos são bons pagadores de dividendos. "Nesse caso, mesmo que o ganho com a valorização da ação não seja expressivo, o investidor terá garantido a distribuição de parte dos lucros", explica. Se as instituições repetirem em 2001 o mesmo desempenho financeiro alcançado no ano passado, os investidores terão muito a comemorar. Para se ter uma idéia, o Itáu foi o destaque entre os bancos privados em 2000, com lucro líquido de R$ 1,84 bilhão. O resultado é muito próximo do alcançado em 1999 - R$ 1,869 bilhão. Naquele ano, marcado pela desvalorização cambial, os bancos que estavam com uma reserva em dólares elevada foram favorecidos.Veja alguns produtosVoltado para o setor bancário, o CCF Banking, administrado pelo HSBC, registrou uma alta de 24,85% no acumulado de 2000. No mesmo período, o Safra Bancos, outro fundo setorial composto por ações do segmento bancário, registrou uma valorização de 20,92%. Por outro lado, em 2000, o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - acumulou uma perda de 10,47%. A taxa de administração do Safra Bancos é de 1%, o mesmo cobrado pelo CCF Banking.

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