Fundos têm resgate de R$ 12,9 bi em agosto, diz Anbima

Conforme o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, antecipou na última quarta-feira, 4, os fundos de investimento registraram resgate de R$ 12,9 bilhões no mês de agosto, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado foi concentrado em poucos fundos: um Fidc e um referenciado DI, ambos do segmento corporate, com resgates de R$ 6 bilhões e R$ 4 bilhões, respectivamente.

GABRIELA FORLIN, Agencia Estado

06 de setembro de 2013 | 10h40

Já os resgates líquidos na categoria renda fixa ocorreram de forma pulverizada, segundo a Anbima, enquanto a maior parte das saídas na categoria ações se deveu à transferência para fundo pertencente à categoria multimercados. Mesmo com esse resultado, a captação líquida acumulada no ano, de R$ 90 bilhões, é recorde para o período, de acordo com a associação.

A segunda alta mensal consecutiva do Ibovespa, vista em agosto, contribuiu para que os fundos de ações reduzissem as perdas acumuladas no ano, exceção apenas para os tipos small caps e dividendos. Já no mercado de renda fixa, as incertezas advindas do cenário externo voltaram a pressionar a taxa de câmbio, com efeitos sobre as taxas de juros domésticas, segundo a Anbima. Como consequência, o IMA-Geral recuou 1,27%, afetando, sobretudo, a rentabilidade dos fundos renda fixa índices. Diante deste cenário, além dos Fundos de ações e do fundo cambial, os fundos multimercados estratégia específica e macro também se destacaram no mês.

No que se refere à rentabilidade acumulada no ano, os fundos long and short seguem em destaque. O mesmo comportamento se repete em 12 meses, período no qual os fundos de ações livre e multimercados macro também apresentam as maiores rentabilidades da indústria entre os tipos com patrimônio líquido representativo.

Abaixo, alguns números divulgados nesta sexta-feira, já antecipados pelo Broadcast:

Os fundos de renda fixa, que investem principalmente em títulos públicos registraram resgate de R$ 5,87 bilhões, enquanto os de ações registraram saída de R$ 3,39 bilhões. Os fundos de previdência (-R$ 491,6 milhões) e os multimercados, que operam nos mercados de juros, câmbio, renda variável e derivativos (-R$ 34,9 milhões), também contribuíram para a saída registrada na indústria.

Em matéria de rentabilidade, os fundos de renda fixa ganharam 0,41% no período. Na categoria ações, a modalidade que mais rendeu foi a FMP-FGTS, com alta de 7,53%. No mercado de previdência, o segmento ações foi que gerou maior retorno: 2,93%. Já os multimercados estratégia específica foram os que mais ganharam dentre todos desta família: 1,28%. No mesmo período, o CDI variou +0,7% e o Ibovespa, +3,68%.

Na contramão, os fundos referenciados DI, que aplicam apenas em papéis do governo, captaram R$ 1,38 bilhão e renderam 0,7%. Já os de curto prazo registraram entrada de R$ 782,8 milhões, com variação positiva de 0,7%.

Os fundos cambiais e de investimento no exterior continuam se destacando em termos de rentabilidade. Enquanto a primeira categoria teve ganhos de 4,47% no período, a segunda rendeu 1,43%. No quesito captação, os montantes não são expressivos: R$ 168,3 milhões e R$ 56,9 milhões, respectivamente.

No acumulado do ano até agosto, o ingresso de capital nos fundos chega a R$ 90 bilhões. A indústria de fundos acumula patrimônio líquido doméstico de R$ 2,35 trilhões. Considerando os fundos off shore, o total geral chega a R$ 2,42 trilhões.

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