Fundos têm saques de mais de R$ 10 bi no mês

Os saques nos fundos de investimento voltaram a crescer e chegaram a R$ 10,606 bilhões em julho, até o dia 22. Os dados são do relatório diário da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). A saída de recursos havia diminuído após o dia 5, quando foram sacados R$ 1,9 bilhão, mas, no dia 22, ela voltou a crescer e foram sacados R$ 949 milhões. No ano, os saques chegam a R$ 38,609 bilhões.Os fundos que registraram a maior saída de recursos no dia 22 foram os de renda fixa, com R$ 447 milhões. No mês, os saques foram maiores nos fundos DI, que registraram saídas de R$ 4,048 bilhões e, no ano, de R$ 16,901 bilhões. Nos de renda fixa, a retirada de recursos foi de R$ 3,23 bilhões e, em 2002, foi de R$ 12,346 bilhões.RentabilidadeOs fundos que lideram a rentabilidade no mês são os de renda fixa (que investem em títulos com taxas de juros prefixadas) e os DI (que investem em títulos com taxas de juros pós-fixadas). Os primeiros renderam 0,96% em julho, até o dia 22, e 7,70% no ano. Os DI renderam 0,91% no mês e 8,24% no ano.Os fundos que continuam com as maiores perdas são aqueles que investem em ações. A maior queda foi dos fundos setoriais de energia, de 10,87% no mês e de 18,96% no ano. Os fundos setoriais de telecomunicações também estão em baixa, de 8,28% em julho e de 29,80% em 2002. Os fundos Ibovespa, que buscam replicar a variação do Ibovespa - índice que mede a variação das ações mais negociadas da Bolsa -, tiveram queda de 8,97% até o dia 22 de julho. No ano, as perdas chegam a 26,05%.Quem investiu em papéis de privatização, tanto da Companhia Vale do Rio Doce quanto da Petrobrás, também amargou queda em julho. Os fundos Petrobrás caíram 16,68% (FGTS) e 16,51% (recursos próprios). No ano, a queda é de 11,62% e de 11,92%, respectivamente. Os fundos Vale também estão em queda, mas menor. Os FGTS caíram 3,11% no mês, mas estão em alta de 39,28% no ano. Os com recursos próprios tiveram queda de 3,13% em julho e mantiveram alta de 42,66% no ano. Os migração, queda de 3,08% no mês e alta de 33,28% no ano.Cambiais continuam com rendimento menor do que o dólarOs fundos cambiais estão com alta no rendimento de 0,42% no mês e de 19,35% no ano. Embora os ganhos sejam bons, eles estão bem abaixo da alta do dólar que rendeu, até o dia 22, 2,91% no mês e 25,30% no ano.Essa variação se deve à oscilação da taxa de juros, o cupom cambial, que entra no rendimento dos fundos cambiais junto com a variação da moeda norte-americana. O cupom vem subindo nos últimos tempos, o que diminui o preço dos papéis cambiais em que investem os fundos. A queda no preço desses ativos foi grande o bastante para compensar a alta do dólar e causar essa diferença entre os rendimentos.Veja, nos links abaixo, matérias sobre a marcação a mercado, sobre o cupom cambial e sobre o medo dos investidores quanto à rentabilidade negativa dos fundos, além de cartilha com análise de carteiras e recomendações de investimento, de acordo com o perfil do investidor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.