Fundos tiram proveito do rali eleitoral

Os gestores de fundos nacionais abraçaram a especulação motivada por pesquisas eleitorais e montaram portfólios mais arriscados, para ganhar com o rali eleitoral, concluiu um estudo da consultoria Risk Office. A pesquisa mostrou uma mudança na estratégia dos fundos em meados de julho, quando os três papéis com maior alocação - BB Seguridade, Cielo e Itaúsa, vistos como defensivos - foram substituídos por Petrobrás, Bradesco e Itaú Unibanco. O estudo também concluiu que durante o rali eleitoral, os fundos da categoria "long and short", que apostam na alta de um ativo e, simultaneamente, na queda de outro, passaram a comprar papéis da Petrobrás e vender a descoberto os da Vale, que têm sofrido neste ano com a trajetória de queda do preço do minério de ferro.

O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2014 | 02h06

"As ações da Vale apareceram entre os três papéis mais 'shorteados' (aposta na queda) após o falecimento do Eduardo Campos (então candidato à presidência)", diz Alberto Jacobsen, presidente da Risk Office. Petrobrás já figurava na ponta compradora desde julho.

A estratégia de apostar nos ganhos com a volatilidade causada pelo cenário eleitoral fica evidente também por meio de outro ponto levantado no estudo: a correlação com o Índice Bovespa dos fundos da categoria Ações Livre - que não possuem o Ibovespa como referência - aumentou 12% desde o fim do ano passado. "Houve uma migração de papéis defensivos para agressivos, o que coincidiu com a maior valorização dos papéis das estatais", diz Jacobsen.

O estudo considerou 86 fundos, com um patrimônio total de R$ 15,26 bilhões.

'A gente viu a chance  de fazer um outro Brasil lá fora'  

Quando Frederico Hohagen fundou a Maplink, em 2000, o objetivo era criar uma espécie de Google Maps (o serviço da gigante de buscas ainda não existia). Mas o estouro da bolha da internet, quando várias companhias americanas do setor se valorizaram e quebraram repentinamente, fez a brasileira tomar outra direção. Em vez de buscar consumidor final, ela resolveu usar sua tecnologia de mapas para desenvolver serviços para empresas. Funcionou. Com um crescimento anual de 30% a 35%, a Maplink tem clientes como JBS, Petrobrás e FEMSA. A empresa faz parte do mesmo grupo do Apontador, o LBS Local, que recebeu investimento de R$ 36 milhões da Movile, e começou a expandir suas operações para Argentina, Chile, Colômbia e México.

A busca por outros países tem a ver com o cenário desfavorável no País?

Muito pelo contrário. Nossas atividades no Brasil vão muito bem, apesar dos fatores externos. O que a gente viu foi a oportunidade de fazer, em um ano, outro Brasil em termos de receita nesses quatro países somados. O Google nos ajudou a identificar as regiões mais carentes de nosso serviço (o Maplink é uma das maiores revendedoras de ferramentas do Google na América Latina). Conseguimos dez clientes nesses países em um mês de operação. Entre elas estão banco, cervejaria e empresa de telecomunicações.

Para qual área as soluções da Maplink são mais contratadas?

No Brasil, logística é o segmento em que mais estamos investindo e do qual mais obtemos retorno. A Maplink tem ferramentas valiosas que informam valor de pedágio, valor do combustível, condição de estradas e permitem às empresas, por exemplo, o controle da jornada de trabalho do motorista. São recursos que não estão disponíveis no Google Maps.

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