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Fundos Vale: cuidado com taxa de administração

Termina na sexta-feira o prazo para trabalhadores que querem investir recursos do Fundo de Garantia do Tempo do Serviço (FGTS) em ações da Companhia Vale do Rio Doce. Este prazo vale também para quem vai investir recursos próprios em um Fundo Mútuo de Privatização (FMP). Na escolha deste fundo, seja para o investimento do FGTS ou de recursos próprios, a principal recomendação é observar com atenção a taxa de administração cobrada pela instituição. Como a formação das carteiras será semelhante - ações ordinárias (ON, com direito a voto) - um rendimento superior entre os fundos vai depender de uma taxa de administração mais baixa. (veja no link abaixo as taxas de administração cobradas por algumas instituições). Vale lembrar que, ao aderir a um FMP-Vale, o investidor recebe um desconto de 5% sobre o preço da ação, mas terá que ficar com o dinheiro aplicado por, pelo menos, seis meses. Depois deste prazo, ele poderá transferir seus recursos para um fundo de ações carteira livre-FGTS ou mesmo para um FMP-Petrobrás, sem perda do desconto. Já o prazo para retornar este dinheiro para a conta do FGTS é de um ano, o que não é uma regra da operação de pulverização das ações da Vale do Rio Doce, mas da Caixa Econômica Federal (CEF), que é a gestora das contas de FGTS.Como investir?O primeiro passo para quem vai comprar as ações da Vale do Rio Doce é solicitar à CEF o extrato do seu Fundo de Garantia. Para quem possui o cartão do Trabalhador, basta ir a uma das agências da Caixa e retirar o extrato automaticamente. Na Internet, o investidor conseguirá retirar apenas o saldo da conta, o que não é suficiente para fazer a aplicação.Com o extrato em mãos, o investidor deve ir a uma das instituições que oferece o FMP-Vale e solicitar a reserva da aplicação. O limite máximo permitido para a aplicação do FGTS é de 50% do saldo total. Para quem já aplicou parte dos recursos do Fundo em um FMP-Petrobrás há algumas regras específicas para o cálculo deste limite (veja as informações completas na cartilha sobre o leilão da Vale no link abaixo).Para quem vai investir recursos próprios, o limite mínimo é de R$ 300 e o máximo, R$ 100 mil. Acima deste valor, o investidor tem a opção de fazer a compra direta das ações, a partir do limite mínimo de R$ 5 mil. Se optar pelo desconto, o investidor não poderá negociar as ações pelo prazo de seis meses. Se não usar o desconto, as ações ficam livres para negociação a partir da data da operação.Vale a pena investir?Analistas têm afirmado que o investimento de recursos do FGTS em papéis da Vale do Rio Doce dependem, assim como qualquer aplicação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), do período em que o dinheiro poderá ficar investido e a tolerância que se tem ao risco. Quem compra ações não pode ter uma data definida para resgate dos recursos, pois trata-se de um mercado em que as oscilações são muito comuns. O ideal é que o investidor possa ficar com os recursos aplicados até conseguir o rendimento desejado. Para quem está prestes a se aposentar ou tem data definida para usar os recursos na compra de um imóvel o ideal é optar pela aplicação, segundo analistas.O investimento de recursos próprios não é recomendado pela maioria dos analistas. Segundo eles, a expectativa de ganho com estes papéis deve ser menor do que a aplicação em renda fixa. Já na Bovespa, existem ações de outras empresas com projeção de ganho maior. Veja mais informações sobre a opiniào dos analistas nos links abaixo.

Agencia Estado,

11 de março de 2002 | 12h03

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