Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Funerária quer fazer IPO na Bolsa brasileira e crescer via aquisições

Empresa gaúcha trabalha com cremação, funerais e serviços 'atrelados ao luto'; grupo faturou quase R$ 84 milhões em 2019 e quer arrecadar R$ 400 milhões com abertura de capital

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2020 | 20h20

Uma empresa que oferece produtos e serviços completos “atrelados ao luto” quer abrir capital na Bolsa brasileira, o que deve ocorrer no início do próximo ano.

Fundado no Rio Grande do Sul em 1963, o Grupo Cortel trabalha com cremação (incluindo a de animais de estimação), funerais e serviços auxiliares e faturou quase R$ 84 milhões no ano passado. A empresa será a primeira desse setor a estrear na B3, que neste ano contou com mais de vinte novatas de capital aberto. Segundo apurou o Estadão, a estimativa é de que a operação chegue a R$ 400 milhões. 

Na oferta haverá um grupo de vendedores, incluindo a família fundadora, e fundos de investimento. Dentre eles está o Brazilian Graveyard, que é dedicado a investir em cemitérios. 

Aquisições

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) também colocará dinheiro no caixa da companhia, que quer direcionar os recursos para a aquisição de empresas do setor, segundo informação que consta no prospecto da oferta. A XP Investimentos é o único coordenador da operação.

“O foco da companhia está na aquisição de ativos em regiões com baixo atendimento profissional de cemitérios e serviços funerários, em cidades com população acima de 500 mil habitantes e com PIB per capita elevado em relação à média brasileira”, detalha o prospecto. 

A companhia possui dez cemitérios, todos próximos a centros urbanos, cinco crematórios, um crematório de animais, uma casa funerária, mais de 40 salas de velórios, oito capelas cerimoniais e duas capelas históricas. Realiza, por ano, cerca de 4,9 mil sepultamentos e 5,5 mil cremações.

“Com um modelo de negócios eficiente, integrado e bastante verticalizado, a companhia conta com ativos estrategicamente localizados em áreas de maior poder aquisitivo, garantindo maior previsibilidade e recorrência de receita em seus produtos e serviços”, afirma o documento que trata do IPO.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.