Fabio Motta/Estadão
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FUP quer suspender greve dos petroleiros após acordo com TST, mas Sindipetro-RJ é contra

Sindipetro-RJ, sindicato de empregados da Petrobrás ligado à FUP, se recusou a assinar o acordo com o TST; direção da FUP está reunida no momento para decidir se suspende a greve

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2019 | 18h21

RIO - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu suspender a greve programada para começar este sábado, 26, depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou quatro de seis sugestões feitas pelos sindicalistas para melhorar a proposta de mediação do tribunal entre os trabalhadores e a Petrobrás. Mas o Sindipetro-RJ, sindicato de empregados da Petrobrás ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), se recusou a assinar o acordo com o TST.

Entre as sugestões acatadas pelo órgão estão um reajuste maior para o plano de saúde; turno de 12 horas em terra somente depois de negociações nas unidades; pagar metade das horas extra e outra metade ir para o banco de horas; e recolher a mensalidade sindical.

A FUP ressaltou, porém, que se a Petrobrás não concordar com as mudanças realizadas na proposta feita pelo TST, a entidade retomará o movimento grevista. "Estamos por isso indicando à categoria a aceitação do acordo do TST e a suspensão da greve", disse o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Greve

A FUP e o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) anunciaram uma greve nacional na terça, 22, porque lideranças dos trabalhadores do setor consideram que a Petrobrás estava sendo intransigente em relação às reivindicações. 

A empresa petroleira oferecia reajuste salarial abaixo da inflação (70% do INPC) e queria migrar seus empregados para a nova legislação trabalhista. Com isso, quem ganha salários mais altos, por exemplo, poderia perder o reajuste do acordo. 

Recusa 

O Sindipetro-RJ, que se recusou a assinar o acordo com o TST, teve a mediação com o órgão suspensa, segundo o documento ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso. "As partes requeridas terão até o dia 1º de novembro para se manifestar acerca do conteúdo do presente despacho, independente de expediente forense no Tribunal Superior do Trabalho", informou o ministro em seu despacho.

A direção da FUP está reunida no momento para decidir se suspende a greve.

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