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Furlan afirma que juro real será de um dígito em 2004

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou hoje que a partir do ano que vem a taxa de juro real ? juro nominal descontada a inflação ? no Brasil será de um dígito. Furlan reconheceu que ele mesmo por vezes discorda da política conservadora do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a quem elogiou, dizendo estar conduzindo magistralmente a economia. "Estamos caminhando já para o ano que vem para ter juro real, excluída a inflação, de um dígito. É o resultado de um trabalho feito magistralmente pelo ministro Palocci, apesar das reclamações. Eu mesmo reclamo um pouco, internamente, não pela mídia", afirmou Furlan, em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele acrescentou que o Brasil irá participar das reuniões de Cancún, no México, "sem baixar a cabeça". "Não é possível que a gente se acomode achando que somos um bando de frustrados e perdedores. Não somos um país nem pobre e nem coitadinhos".Perspectiva de crescimentoFurlan afirmou que 2003 poderá ser o ano do comércio exterior brasileiro. "E 2004 precisaria ser o ano do comércio interno brasileiro". O ministro salientou que enquanto a previsão para este ano é que as exportações cresçam 20% - o que representa um volume entre 1,6% a 1,8 % do PIB -, o crescimento próximo de zero da economia nacional indica que a indústria e o comércio ainda estão com números negativos, "o que não é nada bom" lembrou o ministro. Para o ano que vem a projeção de crescimento da economia está na casa dos 3%, o que poderia dar um alento ao comércio, disse o ministro. Falando sobre o resultado da produção industrial do IBGE divulgado hoje, que foi alta de 0,4% em julho ante junho, comentou que "este crescimento é demonstração que este período de baixa está se esgotando e que vamos ter seguramente um último trimestre com números positivos". Explosão de demandaFurlan não concordou com a avaliação do Ipea sobre o risco de um excesso de demanda interna no ano que vem sem o acompanhamento dos investimentos, por parte do setor produtivo. "Temos recebido empresários que vem anunciar novos investimentos. Também haverá uma retomada de investimentos por parte do governo, na área de infra-estrutura?, afirmou. Furlan não acredita em risco de explosão de demanda. Segundo ele, a indústria nacional está preparada e há uma ociosidade grande no comércio.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2003 | 14h49

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