Furlan afirma que não há consenso para setor automotivo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse que o governo ainda não chegou a um consenso para a adoção de medidas capazes de estimular a retomada das vendas de veículos pelas montadoras. De acordo com o ministro, "há diversas propostas entre governo, trabalhadores e montadoras, mas ainda não chegamos a um consenso". Segundo ele, o plano está sendo estudado em "um âmbito muito mais amplo do que o Ministério do Desenvolvimento" e a equipe do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, está avaliando os impactos de uma eventual redução de tributos. Já a elaboração de um projeto de venda de carros populares, voltado para famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos, levaria vários meses, segundo Furlan, e não solucionaria o problema "no curtíssimo prazo". "Hoje existe uma situação de grande emergência não com relação aos carros que serão montados, mas sim daqueles que estão nos pátios das montadoras?, afirmou. O ministro afirmou ainda que o Projeto do governo federal para estimular a produção e renovação da frota de caminhões (Modercarga) "já está pronto, dependendo de ajustes por parte dos sindicatos e montadoras". Crescimento sustentávelO ministro avaliou hoje que os grandes vetores do crescimento econômico do país têm sido o comércio exterior e a agricultura. De acordo com ele, no entanto, apenas com a aprovação das reformas tributária e previdenciária, o país terá "uma plataforma de crescimento sustentável". Conforme Furlan, porém, a ampliação de US$ 8 bilhões no volume das exportações este ano já representam mais de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

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