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Furlan aposta em negociação entre UE e Mercosul

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Sadia, Luiz Fernando Furlan, considera que as negociações entre a União Européia e o Mercosul estão numa fase difícil, mas que existe uma vontade explícita dos dois lados para chegar-se a um acordo. Para ele, diferentemente do que ocorre em torno da negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), é positivo o fato de existir hoje um mandato negociador - outorgado à Comissão Européia em 1999 - e uma lista de ofertas, tanto do Mercosul como da União Européia (UE). Durante entrevista à Rádio Eldorado AM/FM, Furlan, porém, disse que a tal "lista de ofetas" da UE ainda não agrada ao Brasil e comparou o atual estágio das negociações com o início de uma compra de um tapete persa: "Eu às vezes me refiro a esta negociação como a compra de um tapete persa. Você pergunta o preço, o vendedor diz que é 100, você oferece 15 e começa a negociação. Então estas listas começaram bastante tímidas e a medida em que cada lado cede um pouquinho você vai construindo uma solução", comentou.Segundo o representante do Grupo Sadia, uma negociação unilateral com a UE pode fortalecer a necessidade de agregação ao Mercosul. Para ele, nos últimos anos, a UE foi o maior investidor na região e, ao mesmo tempo, olha o mercado do Mercosul como um "alvo estratégico". Furlan considera que a crise que se abateu sobre a Argentina ainda vai continuar por algum tempo e que atinge também o Uruguai, país com forte ligação econômica com os argentinos. A crise já fez a Sadia a suspender suas atividades na Argentina, mas de acordo com Furlan, a situação pode ser revertida. "A nossa empresa, com muita prudência, suspendeu as atividades, temporariamente, lá na Argentina. Estamos apenas fazendo embarques diretos, mas temos esperanças que com a eleição e com novas lideranças políticas possa ter uma prioridade do Mercosul no próximo governo argentino e também no brasileiro", declarou.Para Furlan, as negociações em torno da Alca e da Organização Mundial do Comércio também sofrerão atrasos por causa das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, como nos setores siderúrgico e agrícola.

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