Furlan avisa que desoneração de investimento não será aprovada

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que a proposta de desonerar todo novo investimento produtivo no País, independentemente do porcentual de suas exportações, não deverá ser aprovada. Essa proposta havia recebido inicialmente a aprovação do próprio Furlan, do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, segundo Furlan, as limitações orçamentárias impedem que essa iniciativa seja tomada nesta a primeira etapa de desoneração de novos investimentos.Segundo Furlan, ainda há sugestões para a ampliação das medidas de desoneração que estão sendo discutidas pelas equipes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento e o lançamento dessas propostas, na chamada "MP do Bem" deverá ser ainda nesta semana.Furlan informou que uma das propostas em discussão é a de permitir que as empresas interessadas em novos investimentos, mas com o compromisso de que resultem na exportação de 80% da produção, possam ser inscritas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) com um dígito diferente do da matriz. A idéia é não prejudicar a realocação de capital das empresas.O ministro ressaltou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social está "ansioso" pela aprovação da medida provisória. Segundo ele, a instituição já conta com recursos necessários para financiar os novos investimentos e uma força-tarefa para analisar esses projetos. O BNDES decidiu também, segundo o ministro, criar uma linha de crédito pré-aprovada "para não perder tempo" e permitir a rápida liberação desses recursos.Crise políticaFurlan disse hoje que a crise política não afeta a economia, nem as ações do seu ministério. "Estamos trabalhando normalmente", disse o ministro, que participou hoje, no Palácio do Planalto, da divulgação da pesquisa Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira".

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