Furlan cobra agilidade do BNDES na liberação de investimentos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, informou hoje que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá de agilizar a análise de projetos para novos investimentos. "Seis meses ou um ano para análise de projeto e aprovação é um tempo exagerado no momento que o Brasil tem pressa", afirmou.Furlan disse que muitas vezes "por circunstâncias há uma lentidão na análise desses projetos no momento em que há recursos disponíveis e demanda por esses investimentos". O ministro disse ainda que "tem razão o setor privado quando afirma que é preciso uma resposta mais concreta do governo e das instituições".Ele disse que, em alguns setores da economia, a resposta do investimento é muito rápida. Citou o caso do setor eletroeletrônico no qual, segundo ele, a montagem de novas linhas leva poucos meses. Na palestra que fez no Congresso de Mercado de Capitais, o ministro disse que um grande desafio, no País, é o investimento.Espaço conquistado no exteriorFurlan alertou que o Brasil não pode perder um espaço conquistado no mercado internacional. Por isso, advertiu, "este é o momento de os empresários ampliarem a sua produção, acreditarem não só na demanda interna, mas principalmente não recuarem em termos de comércio exterior".Ele disse que o Brasil conquistou "arduamente" um crescimento de 50% nas suas exportações, num período de dois anos, saindo de um patamar de US$ 60 bilhões para US$ 90 bilhões, entre 2002 e 2004. "Não faria nenhum sentido que nós cedêssemos o espaço conquistado, principalmente em produtos de maior valor agregado, que representam mais de 60% da pauta de exportação, pela demanda do mercado interno", alertou o ministro.Questionado se a ameaça do Copom de aumentar juros não representa um risco para novos Investimentos, Furlan foi categórico: "Não existe ameaça do Copom". Diante da insistência dos jornalistas, que disseram que o Copom sinalizou para a possibilidade de aumentar juros, ele disse: "Possibilidade, nós temos de morrer".

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