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Furlan defende meta para crescimento nos próximos 4 anos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, defendeu nesta terça-feira a definição de uma meta mínima para o crescimento da economia brasileira para os próximos quatro anos. Segundo ele, isso impulsionaria o setor empresarial, dado que haveria uma sinalização do governo sobre as condições de crescimento. O ministro não precisou de quanto seria exatamente esta meta, mas citou um patamar mínimo de crescimento anual entre 5% e 6%. "O Brasil tem esse potencial", afirmou o ministro na abertura do encontro empresarial Índia-Brasil-África do Sul, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.Furlan destacou ainda que a definição de uma meta funcionaria como já ocorre hoje para a inflação. "A Argentina tem meta fixa de crescimento", lembrou o ministro, na Confederação Nacional da Indústria. Ele avaliou que o espaço que se tem daqui para frente para a redução da inflação brasileira é muito menor, já que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - está abaixo da meta de 4,5%, definida pelo governo. "O esforço para se dar ênfase na redução maior da inflação talvez pudesse ser colocado para uma agenda de crescimento, uma vez que se superou essa meta pré-colocada de 4,5% de inflação. Eu colocaria o desafio de termos uma meta de crescimento, porque ela não estaria conflitando com uma meta de inflação, porque ela já foi alcançada com grande sucesso", afirmou o ministro, que acrescentou que a palavra chave para os próximos quatro anos é crescimento com geração de emprego.Novas metasDepois de defender o governo na questão da valorização do real, o ministro anunciou ainda que elevará a meta de exportações brasileiras em 2006. "O governo tem feito a sua parte, comprando o excesso de dólares". Segundo ele, as compras de dólares no mercado pelo Banco Central são "gigantescas" e estão em "quase US$ 4 bilhões por mês".Apesar da valorização do real frente ao dólar, Furlan acredita que as exportações brasileiras em 2006 cheguem a US$ 134 bilhões. Segundo ele, a meta anterior, de US$ 132 bilhões, deverá ser atingida já em outubro. Ele disse que a mudança na legislação sobre transações cambiais feita pelo governo Lula permitiu uma redução de 2% a 3% no custo das exportações. Furlan observou ainda que tem havido melhora no trânsito aduaneiro e nos gargalos portuários e que as empresas estão buscando maior competitividade. Ele informou também que o Ministério está trabalhando com uma previsão de US$ 90 bilhões para as importações em 2006. O Ministério não costuma ter metas para importações e, pela primeira vez, o ministro divulgou uma previsão a respeito. Furlan disse que as importações estão batendo recordes sucessivos, em julho, agosto e também a média diária em setembro.Furlan disse não acreditar que o aumento das importações seja o único caminho possível para se promover a valorização da moeda em relação ao real. "Há muitas possibilidades. Uma delas é a continuidade da queda da taxa de juros", afirmou o ministro. Furlan estimou que o superávit comercial do Brasil ficará entre US$ 44 bilhões e US$ 45 bilhões. "Acima de US$ 44 bilhões é a nossa aposta", afirmou o ministro.

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