Furlan defende posição do Brasil sobre críticas dos EUA

O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan defendeu há pouco, em entrevista à Agência Estado, a posição do governo brasileiro em retaliar as críticas feitas pelos Estados Unidos, que acusaram o Brasil de ser protecionista. "Os Estados Unidos fazem crítica numa área em que são vulneráveis", disse Furlan, no Fórum Nacional de Agronegócios, em Campinas (SP).

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

22 de setembro de 2012 | 10h05

"Eles levantaram a bola para os nossos ministros cortarem", completou, numa referência à reação dos ministros. Ainda na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, foi o primeiro a rebater as críticas norte-americanas. Já o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, formalizou a resposta do governo às acusações de protecionismo dos Estados Unidos, feitas por carta pelo representante comercial daquele país, Ron Kirk.

Para Furlan, as medidas para proteger o comércio exterior brasileiro, como a que ampliou, recentemente, o imposto de importação para 100 produtos são "menores" em termos de volumes de recursos que as adotadas por outros países. "O Brasil não é conhecido por subsidiar ou por ser país grande protecionista, e os americanos têm base vulnerável", reafirmou.

Segundo o ex-ministro, membro do conselho de administração da BRF Brasil Foods, em razão das barreiras as companhias brasileiras não conseguem "vender um quilo de frango nos Estados Unidos, mas conseguem vender no mundo inteiro".

Furlan lembrou ainda a vitória do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios americanos ao algodão, que nunca foi efetivada. "A questão do algodão até hoje não foi resolvida, pois ganhamos na OMC, combinou-se que teria compensação e até agora empurram com a barriga", concluiu.

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