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Furlan deixa assuntos espinhosos para último dia de visita à Argentina

Em seu segundo dia de agenda na capital argentina, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Luiz Furlan, tratará de assuntos espinhosos que, de tempos em tempos, espetam as relações bilaterais. O ministro dará início nesta terça-feira à reunião do Comitê de Monitoramento Bilateral do Mercosul, o qual se reúne a cada 45 dias para discutir as diferenças comerciais entre os dois sócios.Normalmente, os problemas são discutidos pelos técnicos, mas dessa vez, Furlan participará das negociações para defender a posição do Brasil de não renovar os acordos de autolimitação das exportações de eletrodomésticos de linha branca do Brasil. "Os fabricantes brasileiros já ajudaram a indústria argentina, que já se recuperou, e não faz mais nenhum sentido manter as cotas para nossos produtos", afirmou Furlan. O ministro tem em mãos, estudos que mostram o desvio de comércio que prejudica os exportadores brasileiros, não só de eletrodomésticos, mas de calçados também."O Brasil está perdendo mercado na Argentina para produtos de terceiros países", reconhece o ministro, quem exibirá às autoridades argentinas os números do desvio. O presidente da Eletros, Paulo Saab, explicou à AE que "não existe a menor possibilidade dos fabricantes brasileiros concordarem com novas limitações". Segundo ele, "nós já demos nossa cota de ajuda à indústria argentina e queremos o fim das limitações que ainda existem, como as de televisores"."O tempo está demonstrando que essas medidas já tiveram seu efeito", disse Furlan na segunda-feira, em entrevista coletiva, após reunião com a União Industrial Argentina (UIA). O ministro afirma que a "participação brasileira no mercado argentino de eletrodomésticos caiu verticalmente", dando lugar aos produtos de outros países. Mas a afirmação é desmentida pelo presidente da Federação de Fabricantes de Artigos para o Lar (Fedehogar), Hugo Ganin, que disse à AE que "a menor presença brasileira deve-se ao crescimento da indústria argentina". Segundo ele, "não há desvio do comércio".Outro assunto que será discutido na reunião desta terça será a decisão do governo argentino de elevar o imposto de exportação (chamado de retenções) da pré-mistura de farinha de trigo de 5% para 10% e de baixar de 20% para 10% a taxa cobrada pela venda da farinha de trigo.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 11h42

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