Furlan diz a jornalistas estrangeiros que PIB crescerá mais de 3,5%

O ministro de Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que a recuperação da produção industrial no primeiro trimestre e o forte desempenho das exportações vão puxar a expansão da economia acima do previsto pelo governo. "Tenho a convicção de que a projeção de 3,5% vai ser superada este ano", afirmou em entrevista de 90 minutos concedida em São Paulo a mais de 20 correspondentes estrangeiros, na sede da Secretaria de Comunicação.Na entrevista, a primeira tentativa de melhorar o relacionamento entre o governo e os jornalistas estrangeiros que se queixavam da falta de acesso a informações, Furlan disse não acreditar em pressões significativas na economia do aumento do preço do petróleo. O ministro comentou que, no ano passado, pela primeira vez, o Brasil apresentou um superávit de US$ 100 milhões na conta petróleo. O ministro disse aos correspondentes estrangeiros que, nos próximos 60 dias, a prioridade máxima será as negociações comerciais entre o Mercosul e a União Européia. "Temos a expectativa de a troca de listas melhoradas ocorrer ainda esta semana ou, no máximo, na semana que vem. Com isso, poderá haver avanços significativos na Cúpula de Guadalajara ao final deste mês", disse. Para o ministro, as chances de o cronograma do acordo ser cumprido até outubro são grandes.Logo após a entrevista, Furlan foi ao Rio e disse que a volatilidade da taxa de câmbio caiu muito de agosto de 2002 até agora e observou que "o dólar há alguns meses estava em R$ 3,15 e muitos brasileiros achavam que estava baixo". De acordo com ele, existe uma faixa de normalidade para o câmbio entre R$ 2,85 e R$ 3,15.Ele disse ser possível que os investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil aumentem para US$ 20 bilhões em 2005. No ano passado, o IED foi US$ 10 bilhões. A previsão do Banco Central para este ano é de US$ 15 bilhões. O ministro disse que um levantamento feito por seu ministério nos anúncios de planos de investimento das empresas neste ano até abril mostrou um crescimento de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

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