-15%

E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Furlan diz que negociações entre Sadia e Perdigão continuam

Segundo presidente do Conselho de Administração da Sadia, conclusão sobre fusão deve sair até junho

Tatiana Freitas, da Agência Estado,

30 de março de 2009 | 14h06

O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Furlan, afirmou nesta segunda-feira, 30, que as negociações a respeito de uma possível associação com a rival Perdigão estão sendo levadas adiante pelos bancos contratados por cada uma das empresas.

 

Após participar de reunião com analistas na sede da companhia, Furlan afirmou aos jornalistas que o principal entrave às transações não é o preço das ações, "pois ninguém está vendendo nada". "É uma relação de troca. O que está sendo discutido é como se vai compor a participação das duas empresas numa futura negociação", afirmou.

 

Questionado sobre uma participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no processo de capitalização da companhia, Furlan afirmou apenas que o BNDES é o maior parceiro da Sadia e que não sabe de nenhuma imposição do banco para que este participe das negociações. Ele disse que até junho haverá uma definição a respeito das negociações com a Perdigão, assim como para as outras alternativas que a Sadia estuda para se capitalizar.

 

Furlan reafirmou nesta segunda que a companhia estuda a venda de ativos não-operacionais e de alguns operacionais que não tenham relação direta com a cadeia de valor da Sadia, como fábricas de rações e centros de distribuição. A possibilidade de venda da fábrica na Rússia e da unidade de bovinos em Várzea Grande (MT) também está sendo avaliada pela Sadia, segundo o seu diretor-presidente, Gilberto Tomazoni.

 

Prejuízo

 

Na semana passada, a Sadia, uma das maiores empresas do setor de carnes do Brasil, informou prejuízo de R$ 2,5 bilhões em 2008 e perdas trimestrais recordes de R$ 2,04 bilhões no último período do ano passado.

 

O resultado, afetado por perdas com derivativos cambiais em meio à forte desvalorização do real, ficou bem aquém dos vistos no ano anterior: em 2007, pelas novas normas para divulgação de resultados do País, a Sadia teve lucro de R$ 768,3 milhões e ganhos de R$ 374,4 milhões no quarto trimestre.

Pelas normas antigas, a comparação seria a seguinte: lucros de R$ 689 milhões em 2007 e de R$ 295 milhões no quatro trimestre do mesmo ano.

 

Se a empresa não tivesse de antecipar em seu resultado de 2008 perdas que deverá registrar ao longo de 2009 (como manda a nova legislação), o prejuízo seria de R$ 468 milhões, o equivalente a um quinto do apresentado.

 

A receita líquida da empresa subiu 23,2% em 2008, para R$ 10,7 bilhões, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,2 bilhão no ano passado, leve queda de 0,7% em relação ao ano anterior.

Tudo o que sabemos sobre:
EmpresasSadiaPerdigão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.