Furlan diz que superávit comercial passará de US$ 20 bi

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que, na próxima semana, o superávit da balança comercial ? exportações menos importações ? deverá superar a barreira dos US$ 20 bilhões e que as exportações já terão atingido o mesmo patamar do volume de vendas externas de todo o ano de 2002. O ministro lembrou ainda que a meta de US$ 100 bilhões em exportações será alcançada em 2006. Para 2007, o ministro estimou que a corrente de comércio ? soma das exportações mais as importações ? do País terá atingindo a cifra de US$ 210 bilhões. Furlan evitou explicar qual seria o valor das exportações naquele ano, mas afirmou que o superávit deverá ficar em torno de US$ 15 bilhões. Ele ressaltou que a meta do governo até 2006 é fazer com que a corrente de comércio do País chegue aos 35% do PIB. Furlan defende agenda positiva para AlcaFurlan defendeu a busca de uma agenda positiva nas negociações entre Brasil e Estados Unidos para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e lamentou o fato de isto não ter sido possível até agora entre dois grandes países tanto em território como em população. "Em vez de discutir sempre sobre os mesmos assuntos, precisamos falar de temas que sejam de interesse comum do setor privado dos dois países", afirmou o ministroEle contou que tem conversado com o secretário de Comércio norte-americano, Donald Evans, sobre questões do dia-a-dia que permitam destravar o comércio entre os dois mercados. Ressaltou ainda que o Brasil precisa abrir espaços (ainda nos EUA) para que as empresas brasileiras possam entrar e, ao mesmo tempo, absorver tecnologia.Furlan lembrou que os Estados Unidos são o maior mercado para os produtos brasileiros e ainda são responsáveis pelo maior superávit comercial (mais de US$ 6 bilhões) que o País tem em relação ao seus outros parceiros comerciais. Ele insistiu que o Brasil precisa se voltar para mercados maduros, como os dos países que farão parte da Alca, por exemplo, e não para mercados saturados, como o do Japão.

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