Furlan esclarece as declarações de Palocci

Em seu discurso no lançamento do programa de política industrial do governo, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deu a entender, segundo os noticiários noturnos da televisão, que a questão tributária ficara fora das medidas ontem anunciadas. Mas tarde, em entrevista ao Jornal das Dez, da Globo News, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, esclareceu que Palocci fora mal interpretado."Eu estava ao lado dele, e se você olhar as palavras completamente, ele disse que a questão tributária não é o foco da política industrial e que os gargalos são outros. Mas ela pode ser utilizada. No caso específico de software, nós estamos tratando, com o Ministério da Fazenda, um enfoque especial que viabiliza a produção de software e não cai na barreira comum da tributação que existe hoje, que pode ser negativa", disse Furlan.Problemas de logísticaEm outro trecho de sua entrevista, o ministro do Desenvolvimento reconheceu que há sérios problemas de logística que vêm entravando as exportações, como a questão portuária e da malha viária para o seu escoamento. Citou, como exemplo, o milho produzido em Goiás, que fica mais caro ser levado para o Nordeste do que importá-lo dos Estados Unidos ou da Argentina."Nós estamos estimulando a construção naval, a modernização do sistema portuário e, ao mesmo tempo, o trâmite aduaneiro, como foi apresentado hoje (ontem), porque tudo isso representa perda de tempo e custa dinheiro. Certamente, esses temas fazem parte da nossa proposta, não com a riqueza de detalhes que poderia, mas que está disponível para todos os interessados."Novo recordeFurlan anunciou para hoje a divulgação de um novo recorde histórico do País, na soma de exportações e importações num único mês, o de março, que deve atingir a soma de 16 bilhões de dólares. E concluiu, com essa garantia: "E, na política industrial, vocês podem cobrar resultados, porque eles vão aparecer."

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