Furlan espera dólar entre R$ 2,10 e R$ 2,20 neste ano

A expectativa do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, é de que a taxa de câmbio oscile entre R$ 2,10 e R$ 2,20 neste ano. "O real tem se comportado com bastante estabilidade em relação ao dólar, sendo suas variações muito pequenas", afirmou. Ele destacou ainda que a moeda brasileira está mais estável que o iene japonês. Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,60% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), cotado a R$ 2,0865.Antigo defensor de uma ação mais agressiva do Banco Central (BC) para conter a excessiva valorização do real em relação ao dólar, Furlan reconheceu na semana passada que não há condições de mudanças no nível atual da taxa de câmbio. Segundo ele, as exportações brasileiras continuam com vigor, mesmo com a taxa de câmbio em torno dos R$ 2,10 ou R$ 2,20. O ministro comentou que as exportações devem fechar o primeiro trimestre deste ano com desempenho acima das previsões do governo.De acordo com o ministro, a média diária das vendas externas na segunda e terça-feira desta semana ficou acima de US$ 500 milhões. ?Quando definimos a meta de exportações para este ano em US$ 152 bilhões, traçamos o desempenho mês a mês. Em janeiro, ficou acima das nossas estimativas, fevereiro também e março já está caminhando para um pouco acima. Estamos muito tranqüilos nesse setor?, comentou ele. ExportaçõesFurlan afirmou que tanto a quantidade quanto o preço dos produtos vendidos pelo Brasil no exterior estão em processo de alta. Além disso, destacou ele, há mudanças no mix de quantidade e preço.O ministro citou o caso da indústria automobilística, que diminuiu a quantidade de veículos exportados, mas conseguiu aumentar o valor. ?Porque estamos vendendo veículos com mais tecnologia e sofisticação?, explicou. O ministro observou que também as importações estão crescendo - em torno de 25% em relação ao ano passado - e há espaço na economia para que o ritmo de expansão das compras externas continue. Por enquanto, disse o ministro, não representam riscos para a balança comercial as turbulências na economia da China, que afetaram os mercados mundiais nos últimos dias.

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