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Furlan espera que cotação do dólar se acomode em torno de R$ 3

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, avalia que uma melhor situação para o câmbio seria a que perdurou durante 2004 com a cotação ao redor de R$ 3, variando mais ou menos 5% entre R$ 2,85 e R$ 3,15. Ele apontou que a situação atual do câmbio, próximo a R$ 2,70, "assusta" os exportadores. "Preocupa os exportadores porque houve aumento de custos no mercado interno, matérias-primas, tarifas, tributos, refletidos no aumento de custos de produção", disse, durante um seminário para exportadores realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.Para o ministro Furlan, a situação do câmbio tende a se estabilizar. Ele apontou que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tem se mostrado receptivo a sugestões de empresários que visam a uma valorização do dólar em relação ao real. "Um pedido feito pelos exportadores é que ocorresse um aumento do prazo do ingresso de divisas", comentou Furlan.Segundo o ministro, hoje os empresários que vendem para o mercado externo têm um prazo para trazer os dólares para o Brasil. Na medida em que esse período é ampliado, ressaltou, o ingresso de divisas diminui e tende a reduzir a oferta de dólares, o que poderá desvalorizar o real frente à moeda norte-americana. "O ministro Palocci tem sido muito compreensivo. Sua equipe está estudando o assunto. Como sou otimista, tenho a expectativa que esse tema será resolvido ainda este mês", comentou.ExportaçõesFurlan declarou que a meta do governo para as exportações em 2005 é superar os US$ 100 bilhões, mas não quis comentar qual seria sua estimativa de superávit de balança comercial para o próximo ano.O ministro reafirmou que este é um momento favorável para a compra de dólares e explicou que se o governo brasileiro aumentar suas reservas internacionais, haverá uma redução do risco Brasil, com efeitos positivos sobre a taxa de captação de empréstimos no exterior. "O Brasil está próximo hoje dos 400 pontos de risco-país, mas temos um caminho para chegar os 200 pontos", frisou.

Agencia Estado,

06 de dezembro de 2004 | 11h26

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