Furlan espera ritmo menor para exportações no 2º semestre

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que acredita que nos próximos seis meses haja uma redução no ritmo de crescimento das exportações. A sua expectativa para as exportações é de um crescimento mais moderado no segundo semestre com um resultado final no mínimo igual ao do ano passado. Segundo Furlan, três fatores contribuirão para um crescimento das exportações em porcentual menor que no primeiro semestre: a taxa de câmbio atual, que diminui a atratividade dos produtos brasileiros no exterior; a comparação com igual período anterior, que obteve um desempenho considerado extraordinário; e a recuperação das importações.Por outro lado, ele não acredita que a retomada da economia possa trazer reflexos no desempenho das exportações nos próximos meses, dado que com a atividade econômica interna em alta a tendência é de um aquecimento do mercado consumidor interno. Isso porque, segundo ele, as empresas se prepararam para as exportações. Como exemplo, ele citou empresas do setor automotivo e eletroeletrônico que operam hoje com capacidade ociosa entre 40% e 50% e estão engajadas nas exportações. Expectativa em númerosFurlan manteve em US$ 68 bilhões a expectativa de exportações para este ano, apesar da expectativa do mercado divulgada hoje pelo Banco Central de que a taxa de câmbio poderá passar para R$ 3,25 no ano e R$ 3,23 na média. Segundo o ministro, a expectativa de crescimento de US$ 8 bilhões nas exportações globais já foi consolidada praticamente no primeiro semestre, quando foram exportados US$ 32,658 bilhões, ante US$ 25,052 bilhões em igual período do ano passado. Em relação a uma taxa de câmbio favorável às exportações, ele avalia que seria atraente um patamar entre R$ 3,00 e R$ 3,20. O ministro ressaltou que várias iniciativas de promoção comercial estarão apresentando resultados no segundo semestre, como as missões comerciais aos Estados Unidos, Rússia e Oriente Médio. Citou como exemplo o fato de empresários do Kuwait terem requisitado às autoridades brasileiras a venda de autopeças para o automóvel Passat. ImportaçõesFurlan afirmou também que a expectativa é de um crescimento das importações no segundo semestre. Segundo ele, numa condução normal da economia, as importações apresentam crescimento acima da taxa do PIB. Furlan afirmou que, além disso, as importações tiveram uma queda monumental no ano passado e que, com a retomada da economia em relação ao ano passado, boa parte das importações precisa ser retomada.

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