Furlan está confiante numa solução rápida para a crise do gás

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, ao comentar sobre o fato de que a Bolívia é uma associada ao Mercosul, ele se mostrou confiante numa solução rápida para a crise do gás. "De nada adianta ter gás sem gasoduto e ter gasoduto sem gás", disse o ministro. "Trata-se de uma questão de negócios e preços. Eles (Petrobras e governo boliviano) devem se sentar e resolver isso em breve".China, Mercosul e Bolívia estiveram hoje na pauta do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Mas a performance da economia brasileira foi o principal ponto da palestra dada pelo ministro a uma platéia formada por estudantes, professores e pesquisadores no Centro de Estudos Brasileiros em Oxford, na Inglaterra.O ministro deu um panorama das exportações e da economia brasileira nos últimos anos e falou dos desafios que o País precisa enfrentar para continuar a melhorar seus indicadores. O Mercosul foi citado diversas vezes. Furlan lembrou da recente ameaça do Uruguai em deixar o bloco e disse que o projeto do Mercosul precisa ser renovado.Questionado por um professor venezuelano sobre as relações do Brasil com seu País, o ministro disse que a Venezuela, assim que aderir ao Mercosul, terá de se submeter às suas regras. "Os clubes são uma tradição na Inglaterra e todos sabem que os novos membros não dão as regras, sempre se submetem a elas", disse o ministro, fazendo uma menção indireta ao comportamento populista do presidente venezuelano Hugo Chávez, cuja influencia cresce na América do Sul.

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