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Furlan fala em propostas de crescimento para julho

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, defendeu discretamente, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma redução na taxa básica de juros, à qual condicionou a colocação em prática de projetos de crescimento em julho e agosto. "Sei que há uma apreensão, uma ansiedade, porque voltamos em maio aos níveis de Risco Brasil e de dólar real semelhantes aos de maio do ano passado. Ao mesmo tempo, a inflação mostra no curtíssimo prazo nos preços de atacado uma tendência de deflação e a inflação anualizada de maio para frente voltou a níveis do começo do ano passado", explicou. "O Banco Central (BC) tem essa preocupação de pagar para ver. Esperamos que, consolidada essa situação, efetivamente tenhamos propostas de crescimento a partir de julho, agosto", complementou. Questionado se tinha vinculado as propostas de crescimento à queda dos juros, Furlan respondeu: "Não vou falar de juros, mas você pode tirar a sua conclusão". Por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros não podem falar sobre juros. Ontem, também em São Paulo, Furlan disse que ainda não havia sido "enquadrado" pelo presidente por já ter falado com jornalistas sobre a questão, mas ressaltou que poderia vir a ser. Ontem à noite, Furlan se reuniu com Lula até às 21h30 e hoje se recusou a falar diretamente da questão dos juros. "Temos vários batedores de pênalti, craques na equipe econômica que podem comentar melhor esse assunto", resumiu. O presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, também presente à coletiva de imprensa, disse que o Copom reduzirá os juros na reunião da próxima semana. E Furlan completou: "Se eu estivesse no lugar do Horacio, eu teria exatamente o discurso dele".

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