Furlan fecha acordo de R$ 200 mil com a CVM

Luiz Fernando Furlan, copresidente do conselho de administração da BRF - Brasil Foods, fechou um acordo de R$ 200 mil com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar um processo que corria contra ele na autarquia. Furlan foi acusado, como ex-presidente do conselho de administração da Sadia, de não ter observado sigilo sobre a negociação com a Perdigão, que acabou resultando na criação da BRF, em 2009.

, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

Welson Teixeira Júnior, que era diretor de relações com investidores da Sadia, também fechou um acordo de R$ 200 mil com a CVM para encerramento de um processo. Ele foi acusado pela autarquia de não ter sido diligente em relação à verificação das informações prestadas na imprensa por Furlan.

Os termos de compromisso com os executivos foram acertados em 22 de março. De acordo com a CVM, com a aceitação dessas propostas pelo colegiado, os processos ficarão suspensos e, após o cumprimento das obrigações assumidas, serão extintos.

A Sadia se tornou alvo de investigação da CVM após as perdas bilionárias com operações de derivativos cambiais, em 2008, que desequilibraram as finanças da empresa e acabaram praticamente forçando a união com a rival Perdigão. Nesse caso, dez dos 14 ex-executivos da empresa foram condenados pela autarquia, com multas que, juntas, chegaram a R$ 2,6 bilhões. O ex-diretor financeiro da Sadia, Adriano Ferreira, foi inabilitado por três anos de atuar como administrador de companhia aberta.

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