Furlan lista oportunidades de negócios a empresários italianos

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, pediu hoje a representantes do governo e de empresas italianas, reunidos na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que passem a ver o Brasil como destinatário de seus investimentos no exterior. Em seu discurso, no "Fórum Empresarial Brasil-Itália", o ministro destacou a competitividade do País em áreas de alta tecnologia, como programas de computador para o setor bancário, o sistema de urnas eletrônicas eleitorais e a biotecnologia, uma área em que o Brasil tem fortes conquistas, junto com Estados Unidos e Inglaterra.Furlan também destacou que as vendas de processadores de computador cresceram 40% no ano passado, por conta do programa "Computador para Todos" do governo federal. O aumento das vendas torna o setor bastante atraente para investidores estrangeiros, de acordo com o ministro.Ele também sugeriu que Brasil e Itália formem parcerias no setor de jóias, já que o Brasil exporta grande quantidade de pedras preciosas e Itália domina o design neste segmento. "Esta parceira conquistaria o mundo", ressaltou o ministro.Furlan lembrou aos italianos que o Brasil exportará 1 milhão de veículos neste ano ante 800 mil unidades em 2005. Isso significa, de acordo com ele, que a Itália pode ter no mercado de montadoras e de produtoras de autopeças uma enorme gama de oportunidades de investimentos.Números do comércioApós apresentar as principais oportunidades de investimentos para os italianos no Brasil, Furlan ressaltou que as relações comerciais entre Brasil e Itália crescem anualmente, em média, 10%. Este porcentual representa metade da média do crescimento das exportações brasileiras nos últimos anos, na casa dos 20%.Segundo dados divulgados hoje pela Presidência da República, em 2004, o Brasil ocupava o 32º lugar entre os fornecedores de produtos para a Itália, o que representa apenas 0,8% das compras italianas.Em 2005, as exportações ao país europeu cresceram 46% para US$ 3,224 bilhões. As importações brasileiras também aumentaram no ano passado, para US$ 2,276 bilhões, incremento de 31,4%. Em 2004, o Brasil registrou superávit de US$ 855 milhões com a Itália, passando para US$ 948 milhões em 2005.Nos dois primeiros meses de 2006, a Itália ocupou a nona posição nas exportações brasileiras, somando US$ 553 milhões, alta de 15,1% sobre o mesmo período de 2005. As importações brasileiras mantiveram-se no mesmo patamar, de US$ 342 milhões na mesma base de comparação.Os produtos básicos responderam por 46% das exportações brasileiras para a Itália no ano passado. Os bens industrializados, por 53,8%. Já o Brasil comprou da Itália, em 2005, 99,1% de produtos industrializados. O "Fórum Empresarial Brasil-Itália" acontece hoje e amanhã em São Paulo, com 80 mesas para a rodada de negócios. Foram agendados 1.570 encontros entre empresários de ambos os países.

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