Furlan não diz se continuará no governo em caso de reeleição

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, evitou responder de forma concreta às várias perguntas dirigidas a ele por empresários, no Fórum Desafios do Varejo, sobre se gostaria de continuar na equipe de Luiz Inácio Lula da Silva caso o presidente seja reeleito."Quando cheguei a Brasília, aprendi que ministros são convidados e demissíveis a qualquer momento, sem qualquer razão ou justificativa. A composição da equipe cabe essencialmente ao presidente", dizia o ministro, quando um empresário o interrompeu e perguntou se, convidado, o ministro ficaria. "Essa pergunta só será respondida se a pessoa que tem o direito a fazer o convite o fizer", respondeu, emendando que se organizou para ficar em Brasília por quatro anos. "Minha genética é de empresário", ressaltou.Perguntado pouco depois pelos jornalistas sobre se participaria de um eventual esforço ministerial para reeleição de Lula ou se teria o mesmo comportamento de Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura), que pediu demissão na semana passada, limitou-se a dizer: "Eu não sou da área política e isso é tratado pelo presidente Lula."Fiesp Furlan já anunciou publicamente que vai voltar à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no ano que vem não por coincidência, haverá em 2007 eleições para a presidência da entidade e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) --, mas não tem dado qualquer sinal de divergência com o presidente Lula. Ao contrário.Em resposta à pergunta de um empresário sobre como Furlan avaliava o fato de governos "trotskistas, maoístas, leninistas e stalinistas terem dificuldades de conceder o poder" quando perdem eleições em alusão ao governo petista -, o ministro respondeu: "Eu não acredito na possibilidade de o Brasil se desviar do caminho da democracia e do desenvolvimento que estamos traçando para ser um país do primeiro mundo. O presidente é uma pessoa que tem uma mente brilhante, processa as informações rapidamente e tem a sagacidade de não se comparar com outros políticos. Ele preza os pilares da democracia e sabe que a sociedade brasileira não quer um regime populista", respondeu.

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