Furlan prevê em 30% relação entre comércio exterior e PIB

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Luiz Fernando Furlan, disse hoje, em pronunciamento gravado, que a relação do comércio exterior brasileiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) chegará a 30% até o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, o patamar que vigorou durante cerca de dez anos foi de 14%. Agora, no entanto, com o crescente fluxo comercial, a taxa subirá a níveis capazes de dar ao País um grau de abertura que facilitará a redução do risco Brasil (taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País) e a conquista, no curto prazo, de investment grade (grau de investimento que garante ao País a possibilidade de captação de recursos no exterior a taxas mais competitivas). Segundo o ministro, que gravou depoimento para o seminário internacional "Global Players From Emerging Markets: Brazil", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja que, pelo menos, um dúzia de novas multinacionais brasileiras sejam criadas nos próximos anos. De acordo com dados divulgados no seminário, quanto maior a abertura comercial de um país, maior sua competitividade para atuar no exterior. Furlan afirmou que "não existe país de primeiro mundo sem empresas de primeiro mundo". Ele ressaltou ainda que o Brasil não pode admitir que setores nos quais o País seja altamente competitivo fiquem esperando o mercado vir até eles. "Já somos hoje um grande exportador, mas, para sermos mais sólidos, precisamos ser um país com empresas que investem no exterior", comentou. Estratégia de internacionalização O representante do MDIC no seminário, Ingo Plöger, diretor de Investimentos da Apex, disse que mais de 100 empresas brasileiras acompanharam o presidente Lula na viagem à Coréia e ao Japão, na semana passada. De acordo com o executivo, isso faz parte da estratégia de internacionalização de empresas. O seminário é promovido pela Fundação Dom Cabral, Comissão da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e MDIC e faz parte de uma série de eventos para estimular a internacionalização de companhias de países emergentes em todo o mundo promovidos pela Unctad.

Agencia Estado,

30 Maio 2005 | 13h16

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