Furlan prevê uma taxa de câmbio mais favorável ao exportador

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que o País caminha para uma taxa de câmbio bastante atraente aos exportadores no segundo semestre. Furlan justifica a estimativa com base nas medidas de simplificação dos contratos de câmbio, na consolidação da legislação cambial e no alargamento dos prazos para internalização dos dólares provenientes das vendas externas. "As medidas poderão ter um efeito positivo no médio e longo prazo", afirmou.Apesar do câmbio desfavorável, as exportações vão continuar a crescer, segundo Furlan, motivadas por uma série de fatores positivos. Um deles, destaca, é o preço do minério de ferro. "Os reajustes dessa commodity vão trazer entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões a mais em exportações do que o previsto originalmente", afirmou. Furlan ressaltou também o bom desempenho nos preços do café.O ministro justificou também o desempenho positivo da balança comercial, apesar da valorização do real. De acordo com ele, a participação dos produtos industrializados, com maior valor agregado, cresceu de 54,5% para 58% no período janeiro/fevereiro ante o primeiro bimestre de 2004.Segundo Furlan, no entanto, há setores que mostram claro esgotamento por conta do câmbio. É o caso do setor de calçados, sem condições de elevar os seus preços ao mercado externo, que se vê obrigado a readequar seus planos de exportação.Novas regrasDurante palestra para investidores escandinavos, Furlan reiterou que as medidas de consolidação, atualização e modernização da legislação cambial reduzem os custos e a burocracia para exportar, além de melhorar a transparência do processo cambial. Hoje é a estréia das novas regras para o mercado de câmbio, que facilitam o envio de dólares para o mercado externo, a moeda norte-americana chegou ao patamar de R$ 2,7560, em alta de 1,32% em relação às últimas operações de sexta-feira.

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