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Furlan reforça aliança entre economia e desenvolvimento

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que a aliança das políticas econômica e de desenvolvimento "é ampla, concreta e total". Ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, Furlan garantiu que toda a equipe de governo está integrada em torno de um projeto comum e pediu calma aos deputados. "Um jogo (de futebol) tem etapas. O time que entra jogando querendo fazer gol no primeiro minuto pode levar gol e depois ter que correr o tempo inteiro atrás do prejuízo", disse. "Nós (governo) estamos nos primeiros dez minutos do primeiro tempo, completamos 10% dos quatro anos de governo", observou. Segundo Furlan, o Plano Plurianual (PPA) do governo já contém política de desenvolvimento. Ele contou que só aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério porque foi convencido de que este é um governo de mudanças e que servirá como um divisor de águas deste País. "Sempre que me dizem que alguma coisa já não deu certo em outro governo, eu sempre respondo que nós não estamos aqui para ter barreiras sobre aquilo que foi tentado e não se conseguiu. Também nenhum outro presidente conseguiu, em 120 dias de governo, apresentar reformas tão importantes ao Congresso", defendeu. O ministro disse que a sua equipe tem como lema não disputar a paternidade das idéias. "Queremos contribuir para resultados. Nós fazemos parte de uma equipe que quer ganhar o campeonato", afirmou. Para mostrar a sintonia do governo, Furlan contou que na sua viagem a Moscou (Rússia), na semana passada, um funcionário da embaixada brasileira "destoou do resto da equipe" e, por isso, está sendo removido do cargo. "Não vamos admitir nenhum funcionário que não esteja engajado no plano maior do governo. Nenhum funcionário pode dizer que tem idéias próprias e que não vai colaborar", afirmou.Estímulo ao uso de capital de riscoFurlan afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai estimular as empresas a usarem mais capital de risco. Ele contou que a Intel, empresa fabricante de processadores de computador, tem um fundo de capital de risco de US$ 700 milhões e destina 5% desse valor para projetos no Brasil. Segundo ele, há cerca de um mês, o presidente mundial da Intel disse que o número de projetos do Brasil chega a apenas 1% desse montante. Ele afirmou, ainda, que é desejo do governo brasileiro ter grandes empresas nacionais que possam competir internacionalmente. "Não é desejo nosso tornar este País o paraíso das filiais. Não temos nada contra as filiais, mas é obrigação de quem faz política industrial e estratégica ter empresas que possam competir e ocupar espaços lá fora, seja de capital brasileiro privado ou estatal, como a Petrobrás.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 18h50

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