Furlan repete que Brasil perdeu momento para crescimento

O Brasil perdeu o momento para o crescimento, destacou hoje, pela segunda vez, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan. Ele já havia feito esta consideração em Davos, no final de janeiro. Hoje, mais uma vez, repetiu a afirmação em Londres, onde integra a comitiva oficial na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele acrescentou que o País ainda não recuperou este momento. "A melhor janela talvez tenha passado, mas ainda tem janela aberta", declarou o ministro, tentando alimentar maiores polêmicas sobre o assunto.Para o ministro Furlan, embora o crescimento médio do País tenha sido de 2,3%, grande parte das empresas apresentou números melhores. Ele lembrou que o crescimento foi afetado por problemas de seca no sul, que atingiu toda a área de implementos agrícolas e veículos.Insatisfação com o câmbioFurlan voltou a demonstrar sua insatisfação com as taxas de câmbio. "Não tem uma solução para o câmbio. A nossa experiência, neste um ano e meio, dois anos, é que não há uma solução única para o câmbio. É preciso um conjunto de medidas", disse o ministro, ao destacar a importância da redução de alíquotas de importação de dez produtos."Essas medidas vão dar competitividade à produção brasileira porque vários desses produtos que tiveram as tarifas reduzidas são insumos de produção. Então, eles ajudam a cadeia produtiva", declarou. Sem querer fazer previsões sobre as taxas de crescimento para este ano, o ministro Furlan, disse que o crescimento poderá ser feito na medida em que houver mais investimentos. "Há setores que continuam investindo fortemente. Os números, não só de comércio exterior, são positivos. O mercado de veículos, por exemplo, cresceu 17,7% em dois meses", comemorou Furlan.

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