Furlan: revisão do investimento não aumenta desafio

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, negou nesta quarta-feira, 21, que a revisão para baixo da taxa de formação bruta de capital não aumentaria os desafios do governo para atingir 25% do PIB em investimentos. Segundo ele, só o setor da construção civil deve agregar 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos."O que precisamos hoje é colocar as sandálias da humildade, aprovar o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e fazer com que as vaidades pessoais fiquem em segundo plano", disse o ministro em relação às votações no Congresso. Para ele, enquanto continuarem as discussões sobre emendas, haverá insegurança e o investidor continuará aguardando."Nessa necessária discussão, é preciso pensar que o tempo é muito valioso. E que temos que entrar no segundo semestre com o pé no acelerador", afirmou. Furlan afirmou que a revisão dos dados do PIB e de investimento, divulgada nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é apenas um ajuste que não muda o ânimo e a perspectiva atual. Segundo o ministro, o governo está olhando para a frente. Ele afirmou que as vendas no varejo vão bem, a produção no setor automobilístico está batendo recordes, o setor de máquinas e equipamentos tem tido recuperação positiva, além da expectativa de uma safra agrícola recorde. "A nossa função no ministério é olhar para a frente", disse o ministro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.