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Furlan suaviza discurso e evita polêmica sobre câmbio

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, abrandou o discurso e evitou polêmicas ao comentar sobre o câmbio nesta manhã. Ele disse que, mesmo com a taxa de câmbio menos atraente, como a atual, na faixa do R$ 2,88, as exportações brasileiras acharão oportunidades de crescimento. "A taxa cambial hoje é melhor do que a de um ano atrás", disse o ministro logo após a assinatura de um convênio entre o Banco do Brasil e a Agência de Promoção de Exportações. "O dinamismo das exportações está além do mercado cambial", afirmou. Questionado sobre o impacto que o câmbio a R$ 2,50 causaria ao exportador, Furlan respondeu que para as vendas externas o que importa é um ambiente de razoável estabilidade econômica e de uma taxa de câmbio de flutuação previsível, pois há segmentos que precisam se planejar com seis meses a um ano de antecedência.O ministro se mostrou desconfortável para falar sobre o câmbio nesta manhã. "Não gostaria muito de falar sobre este assunto", observou. Afirmou apenas que o Brasil está identificando oportunidade de dobrar as vendas externas para alguns países, como a China, cujas compras de produtos brasileiros avançam a uma taxa média anual de 100% desde 2000. "Isso não é resultado do câmbio, mas da intensificação de uma oportunidade de negócio. Assim será também com os países árabes, dos Bálcãs e dos países que formavam a antiga URSS", afirmou.Segundo estimativa do ministro, as exportações para os países árabes crescerão em quatro anos dos atuais US$ 2,3 bilhões para US$ 7 bilhões, resultado puxado por um acordo firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira no início do ano. Em dois anos, o comércio com a Rússia também registrará forte impulso, segundo Furlan, passando de US$ 1,7 bilhão para US$ 5 bilhões. Em relação ao impacto da Sars nas vendas do Brasil para a China, Furlan explicou que a epidemia não deverá atingir as exportações do Brasil porque as operações independem do fluxo de pessoas. Em abril, a China foi o principal importador do Brasil, atrás apenas dos EUA. Habitualmente, os chineses ocupam o quarto lugar na lista dos principais importadores. Mesmo assim, Furlan acredita que no segundo semestre o segundo lugar voltará a ser ocupado pela Argentina. Neste ano, as exportações brasileiras, projetadas em US$ 68 bilhões, elevarão em 1,5% o PIB nacional, gerando 600 mil postos de trabalho.

Agencia Estado,

12 de maio de 2003 | 10h53

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