Furlan vê possibilidade de Alca em 2005, mas reduz otimismo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que o prazo de janeiro de 2005 para implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ainda é possível, mas atribuiu 50% de chance de isso ocorrer. "O Brasil e os Estados Unidos não têm aproveitado as oportunidades e o potencial para avançar nas negociações", afirmou Furlan durante palestra na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A uma platéia de empresários e analistas, o ministro disse que as negociações entre Mercosul e União Européia para integração comercial têm caminhado muito mais rapidamente do que com a Alca. Segundo ele, a União Européia já está na segunda rodada de ofertas, cobrindo 91% do total de produtos do Mercosul. Enquanto que os EUA, na única oferta feita para a Alca, colocou o Mercoul na pior categoria de ofertas. Ele atribuiu esse aproximação maior com a UE pelo fato de serem apenas duas entidades negociando, enquanto que a Alca envolve interesses de mais de 30 países. "Esperamos que a visita do presidente Lula ao presidente Bush possa acelerar as conversações em relação à Alca", afirmou Furlan. Segundo ele, o que dificulta as negociações é quando os EUA dizem que somente vão discutir a questão de produtos agrícolas no âmbito da Organização Mundia do Comércio (OMC), e não da Alca. Nesse caso, afirmou Furlan, fica difícil explicar que a população do Brasil e da América do Sul possam aceitar tal argumento.

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