Furnas: compra de ações debitada na conta de luz

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse há pouco, em entrevista coletiva, que o cliente de uma distribuidora de energia suprida por Furnas Centrais Elétricas S.A. poderá participar da compra de ações da empresa com pagamento parcelado e a cobrança feita na própria conta de luz. Esta é uma das propostas que devem ser analisadas, hoje à tarde, na reunião do Conselho Nacional de Desestatização (CND). Jorge citou o seguinte exemplo: o pequeno consumidor da CEB, de Brasília, poderia decidir aplicar R$ 100,00 em ações de Furnas e pagaria isso em seis pretações, incluídas na conta de luz. O ministro informou que também existe a idéia de o trabalhador poder usar parte do seu saldo na conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição dessas ações, obtendo um deságio, a exemplo do modelo empregado na venda de ações da Petrobrás. Ele não confirmou, porém, o porcentual do saldo do FGTS que o trabalhador poderá usar para investir em ações de Furnas. Na compra de ações da Petrobrás, eram 50%. Quanto às reações políticas à privatização da estatal, Jorge disse que toda privatização sofre pressões dessa ordem, mesmo porque há interesses envolvidos, tanto de trabalhadores quanto de governos estaduais. Ele confirmou, no entanto, que o governo está disposto a levar adiante a privatização de Furnas, pois tem argumentos para isso. Na reunião de hoje do CND, segundo o ministro, serão decididas a data e a forma de privatização da empresa.

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