Furnas estuda térmica a gás com Petrobras no RJ

O presidente de Furnas Centrais Elétricas, Luiz Paulo Conde, disse hoje que a empresa está estudando a formação de uma parceria com a Petrobras para a construção de um porto e uma térmica a gás no município de São Gonçalo (RJ). "Acreditamos que a área para a localização do porto é excelente, não só para atender à demanda da Petrobras mas também para as outras empresas que existem na região e as que lá serão instaladas por conta do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)", disse.Segundo Conde, a térmica a gás atenderia tanto ao crescimento de consumo naquela região por conta do Comperj como também poderia ter sua energia colocada na rede. "Naquela área não há problema de falta de gás porque o gasoduto, trazendo combustível do Espírito Santo, passa exatamente embaixo". O presidente de Furnas não quis dar um prazo para a conclusão das negociações.JirauFurnas vai disputar o leilão da usina de Jirau, no Complexo do Rio Madeira, em conjunto com a Odebrecht, "jogando o preço lá embaixo", disse Conde "Não vejo o menor sentido nas usinas terem lucro de 17%. Na Espanha, por exemplo, o lucro é entre 4% e 5%. Aqui no Brasil, quando a gente coloca o preço muito baixo, todo mundo quer saber o que houve e ainda estranha. Não dá para entender.".O consórcio entre Furnas e Odebrecht venceu o primeiro leilão de energia do Rio Madeira, para construção da usina de Santo Antônio. DemissõesConde afirmou ainda que a empresa já recorreu da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determina a demissão de quatro mil funcionários terceirizados e sua substituição por concursados. Segundo o presidente de Furnas, a empresa estimava que precisaria de pelo menos seis anos para fazer uma "transição razoável". "Nós esperávamos que num prazo como esse poderíamos substituir os funcionários sem traumas, mesmo porque se tivermos que demitir todos de uma vez só hoje, paramos a operação no País", disse.ItaipuIndagado sobre a expectativa de Furnas sobre possíveis mudanças nos contratos de energia gerada em Itaipu, por conta das eleições presidenciais no Paraguai no próximo domingo, Conde disse apenas que, apesar de a receita da empresa estar ligada a estes contratos, caberá apenas ao governo federal tratar desse assunto. "É uma ação entre dois países e não cabe a Furnas se meter nesse assunto", disse. Ele completou ainda que a empresa está fornecendo orientação técnica para as construtoras Odebrecht e OAS para a construção de duas usinas hidrelétricas respectivamente na Nicarágua e no Peru. O presidente de Furnas participou hoje da assinatura de convênio com o Ministro das Cidades, Márcio Fortes, na sede da companhia.

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