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Furnas precisa de R$ 500 mi da Eletrobrás, diz Pinguelli

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, disse hoje, ao chegar à Câmara dos Deputados para participar de um seminário sobre carvão mineral, que Furnas poderá começar a ter déficit a partir junho e necessita de um aporte de R$ 500 milhões da controladora este ano. Ele afirmou ainda que as empresas do Sistema Eletrobrás enfrentam problemas, em parte, devido ao reajuste insuficiente de tarifas. "Se a Aneel nega (o valor solicitado), está condenando a Eletrobrás à morte", destacou. Ele disse que a situação é especialmente grave nas usinas nucleares, principalmente Angra, nas quais as tarifas não cobrem os custos de manutenção. A Eletronucelar, com isso, está com prejuízos de R$ 1,5 milhão por dia. Pinguelli apontou também, como problemas da Eletrobrás, o prejuízo de R$ 400 milhões de distribuidoras do Nordeste que estão sob controle da holding. O presidente queixou-se também de uma "operação desastrosa", realizada anos atrás, de troca de ativos entre a Eletrobrás e o Tesouro. Ele disse que a transação foi boa para o Tesouro, que recebe dois terços da renda de Itaipu, mas foi "maléfica" para a Eletrobrás e teria representado uma perda, a longo prazo, de US$ 10 bilhões. Pinguelli afirmou que, embora a Eletrobrás tenha sobra de energia, é obrigada a pagar caro, devido a contratos, pela eletricidade fornecida pela Argentina e por usinas térmicas. Ele previu uma perspectiva de melhora na situação com o leilão de sobras de energia, que ocorrerá nos próximos meses. Pinguelli comentou que a operação pode trazer um "aliviozinho" para a empresa.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 10h20

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