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Fusão Citrovita/Citrosuco também é aprovada

O Cade também aprovou ontem por unanimidade a criação da maior produtora mundial de suco de laranja, resultado da fusão da Citrosuco/Fischer e da Citrovita, do grupo Votorantim. O órgão regulador da concorrência no País determinou, no entanto, que as companhias assinassem um compromisso para preservar a capacidade de barganha dos produtores independentes, que se sentem prejudicados pela operação.

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h01

Segundo esse documento, conhecido tecnicamente como Termo de Compromisso de Desempenho (TCD), as companhias terão seus pomares próprios congelados por cinco anos, como forma de reduzir o poder de barganha da nova empresa sobre os citricultores. Além disso, a empresa deverá abrir informações aos produtores por dez anos.

O relator do processo, Carlos Ragazzo, explicou que sua intenção foi a de preservar ao máximo os citricultores da fusão que cria a gigante. Ele admitiu, porém, que o acordo não sana todos os desequilíbrios existentes no mercado entre a indústria e os vendedores de laranja.

Ragazzo salientou que, após a fusão anunciada em maio do ano passado, a maior concorrente do negócio, a Cutrale, perderia a liderança. O negócio cria uma empresa com 45% do mercado produtor de suco de laranja no Brasil, superando a Cutrale, que detém 35%. Ele também salientou que, no período de 2003 a 2009, houve retração de 8% do consumo de laranja. No mundo, a queda foi de 6% no mesmo período.

A avaliação feita sobre o poder de barganha gerado pelas empresas não permite dizer, segundo o relator, que a perspectiva é positiva para os próximos anos e, no caso da concorrência, não prevê o aumento de rivalidade no mercado. "A avaliação sobre a imposição de preços aos produtores é complexa, já que a argumentação é a de que os menores custos de produção passem para o preço final para o consumidor e se torne mais competitivo no mercado", considerou. "Mas essa relação não é direta."

A advogada da Citrovita, Gianne Nunes disse que se o acordo não for cumprido, as empresas terão de pagar multas cujo valor não foi revelado. "Podem ter certeza que as multas são significantes para que a gente cumpra o acordo." Já o presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, mostrou desconfiança em relação ao cumprimento do TCD. "A fiscalização do cumprimento do acordo pelo Cade nos preocupa." / C.F. e E.R.

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