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Fusão cria maior empresa de bananas do mundo

União da americana Chiquita com a irlandesa Fyffes foi anunciada na segunda; multinacionais não atuam no Brasil

Naiana Oscar, com agências internacionais, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2014 | 02h07

O grupo americano Chiquita Brands e a irlandesa Fyffes, conhecida pela marca Sol, vão unir suas operações, dando origem à maior distribuidora de bananas do mundo, com presença em 70 países e faturamento anual de US$ 4,6 bilhões. Com o acordo anunciado ontem, a nova companhia, batizada de "ChiquitaFyffes", empregará 32 mil pessoas.

Nenhuma das duas empresas produz ou vende no mercado brasileiro. Embora não sejam conhecidas por aqui, elas são dois fenômenos do setor lá fora. A Chiquita é líder mundial na venda e distribuição de bananas e saladas embaladas. A Fyffes é uma das maiores distribuidoras de produtos tropicais na Europa. "É uma associação estratégica natural que combina duas empresas complementares", disse Ed Lonergan, presidente da Chiquita. Ele garantiu que as duas empresas manterão suas marcas.

A operação deve ser concluída até o fim deste ano. Os acionistas da empresa americana ficarão com 50,7% da nova companhia e os irlandeses, com 49,3%. A fusão ainda terá de ser aprovada pelos órgãos antitruste, já que aumenta a concentração num mercado dominado por poucas multinacionais. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, 80% do comércio de bananas é controlado por quatro grupos: Chiquita, Fyffes, Dole e Fresh Del Monte.

Na União Europeia, maior consumidor mundial de bananas, a Fyffes é líder com 16% do mercado. A Chiquita detém 12%. Cerca de 68% do mercado europeu é dominado pela "banana dólar", como são chamadas as frutas produzidas em países latino-americanos.

Brasil. O Brasil é o terceiro maior produtor de banana do mundo, com 7,5 milhões de toneladas anuais, atrás da Índia e da China. No País são cultivados cerca de 500 mil hectares. "Num primeiro momento, a fusão não nos assusta, porque essas empresas não atuam aqui", diz Jorge Luis de Souza, presidente da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas. "Mas, no futuro, pode impactar, já que a produção de ambas está concentrada na América Central." No ano passado, os produtores brasileiros se organizaram para barrar a possível entrada de frutas do Equador no mercado nacional.

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