Fusão CSN-Corus é exemplo para empresários, diz Steinbruch

O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse hoje, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que a fusão da empresa com a anglo-holandesa Corus abre a oportunidade para que outros empresários brasileiros façam o mesmo. "Você pensar que executivos brasileiros farão parte de uma empresa global nas condições que estamos fazendo, certamente o exemplo será seguido por outros empresários e empresas brasileiras", disse Steinbruch.O empresário negou que a fusão seja uma desnacionalização da CSN. "Na verdade são duas empresas que trocam ações e resultam numa terceira, na qual a CSN detém 37,6% dessa nova companhia. Os outros 62,4% estão diluídos entre muita gente", afirmou Steinbruch, ressaltando que a CSN fica como acionista individual com maior número de ações, maior poder de decisão e direito a veto. "Além de tudo, vamos ter dois executivos em oito, quatro membros do conselho em 12, a vice-presidência do conselho e a presidência a partir de 2004", lembrou. "Nenhuma empresa global tem participação tão grande de capital brasileiro como essa, seja a nível de gestão executiva, como de conselho de administração", acrescentou. O objetivo da fusão, segundo Steinbruch, é possibilitar mais investimentos, geração de empregos e aumento na exportação. Para o presidente da CSN será preciso mais tempo para que a fusão seja compreendida pelo mercado, por ser uma situação atípica. "Uma empresa sediada em Londres é que vai pagar dividendos para os acionistas brasileiros. Sempre reclamamos que as empresas vêem aqui e pagam dividendos para suas matrizes. Neste caso é exatamente o contrário", disse Steinbruch. "O que a gente tem que fazer é torcer para que esse negócio realmente dê certo e que tenha um fluxo muito positivo de dividendos em dólares para o Brasil", afirmou o presidente da CSN. Para ele, a fusão das empresas é uma demonstração clara da confiança de investidores estrangeiros tanto no negócio, quanto no país.

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